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Missão técnica na França em 2020

Cultura, Cursos, Destaque, Oropa, Para Produtores, Queijo

11 de fevereiro de 2020

De 28 de setembro a 5 de outubro de 2020, a programação contempla visitas a boutiques de queijo em Paris, queijarias no vale do Loire e seminário técnico na escola Enilbio de Poligny, pólo de ensino queijeiro do país.

A coroação da viagem será um final de semana em convivialidade com os membros da Guilde Internationale des Fromagers na região de Franche-Comté, que tem 4 queijos de denominação de origem controlada: mont d’or, comté, bleu de Gex e morbier. Toda uma programação de visitas a queijarias, caves de cura de queijo tradicionais e cerimônia da Guilde está prevista no local.

Os participantes vão se deslocar no interior da França de ônibus. Os hotéis foram cuidadosamente escolhidos para proporcionar conforto e praticidade.

Queijo mont d’or servido quente. FOTO: Débora Pereira/SerTãoBras

Nos três últimos dias, os participantes vão se hospedar às bordas do Lago de Saint-Point, formado pelo rio Doubs, com uma superfície de 5,2 km², um dos maiores lagos naturais de montanha da França. É ao lado dos grandes fortes de cura de comté: o Forte des Rousses e o Forte Saint-Antoine. No final, está prevista a subida do Mont d’Or, onde os membros Guilde vão realizar uma cerimônia campestre com almoço em uma paisagem com vista para o Lago Lémano na Suíça.

Vista do Mont d’Or. FOTO: Débora Pereira/SerTãoBras

Veja o programa completo (PDF)

Preencher o formulário de inscrição.

Escola Enilbio de Poligny. FOTO: Débora Pereira/SerTãoBras

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Assembleia Geral da Associação SerTãoBras

Destaque, Para Produtores

5 de dezembro de 2019

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL

SerTãoBras – Associação SerTãoBras

CNPJ 10 246 584 0001-33

Convidamos os senhores sócios para a reunião de assembléia geral extraordinária, que se realizará no dia 10 de janeiro de 2020 na Prefeitura de São Roque de Minas, Praça Alibenides da Costa Faria, 10, São Roque de Minas – MG, 37928-000 às 15 horas em primeira convocação, com a presença dos sócios com direito a voto e em segunda convocação, 1 (uma) hora após, com qualquer número, com a seguinte Ordem do Dia:

a) Apresentar as atividades de 2019 e deliberar sobre o plano do trabalho para o exercício que se inicia em 2020;

b) eleger os administradores e os membros do conselho fiscal;

c) outros assuntos de interesse geral.

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Serra do Caroula, Serro-MG

Para Produtores, Produtores-mapa, Queijo

23 de setembro de 2019

A produção de queijo da mineira do Serro Maria Célia de Ávila e do Chef Helen Assunção é o encontro do global e do local.

Maria Célia de Ávila Pimenta, descendente de uma tradicional família produtora de queijo do Serro, em 2017 se casou com Helen Assunção, um chef com experiência internacional.

Queijo Minas Artesana Serra do Caroula. FOTO: Helen Assunção/Acervo Pessoal

A vontade dele de produzir queijos veio após conhecer Holanda, em uma das suas muitas viagens. Lá ele conheceu uma queijaria que despertou o sonho e inspirou a forma de organização de sua produção. Formado em gastronomia, trabalhou por 10 anos em Londres como Chef e foi executivo Chef do Restaurante East, em São Paulo. Mas foi no queijo do Serro que Helen encontrou sua inspiração.

Capelinha de Nossa Senhora das Dores. FOTO: Helen Assunção/Acervo Pessoal

O sonho do casal teve como cenário a Capelinha, símbolo de fé e devoção na região da fazenda Várzea do Ribeirão, onde o leite é transformado. A lactação é feita em duas ordenhas por dia, para favorecer o bem estar animal.

Um terroir mais que especial para fazer queijo. FOTO: Maria Célia/Acervo Pessoal

E aqui começa outra história, a Serra do Caroula empresta seu nome ao queijo e inspira a produção contemplada ao longe da janela da queijaria, que transforma o leite de vacas girolandas. O projeto atual do casal é transformar a propriedade em um local de visitação, onde as pessoas vão assistir todo processo da fabricação do Queijo.

Localização

Rodovia Mg 0-10 (Estrada Real) Vila Deputado Augusto Clementino (Mato Grosso) Serro – MG.

Facebook e Instagram Tel: +55 31 7338 4900

Pontos de Venda

Belo Horizonte: loja João Caipira

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Curso de Cura de Queijo na França

Cursos, França, Para Produtores, Queijo

30 de agosto de 2019

A Maison MonS oferece uma formação intensiva de Cura em imersão em suas caves de cura na França

O perfil buscado nas formações da Maison Mons é de profissionais já iniciados no universo queijeiro. “-  Para poder haver um melhor aproveitamento do conhecimento que transmitimos aqui” explica Laurent Mons, diretor do centro de formação. A formação de cura, para no máximo 6 participantes, dura 4 dias. O valor é de 2.300 euros, incluídos a alimentação, hospedagem e transporte interno.

Datas

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Festival Fermentar 2019

Para Produtores, Queijo

29 de julho de 2019

Cursos de cura e fabricação, degustações e análise sensorial… 3 dias consagrados ao queijo artesanal em Goiânia para aprimorar a arte de fazer e comer queijo.

A nova edição do Festival Fermentar será em Goiânia, após o sucesso da edição anterior em Brasília em 2018. Serão dois cursos de cura de queijos (níveis 1 e 2), curso de fabricação, curso de gestão de lojas de queijo e uma noite de degustações sensoriais de queijos e bebidas. As formações serão dadas por um dos maiores e mais respeitados especialista em maturação de queijos da França, Hervé Mons, ao lado de Débora Pereira, diretora da SerTãoBras, mestra queijeira da Guilde Internationale des Fromagers (França) e autora do blog Só Queijo do jornal Estadão.

O Festival acontece nos dias 24, 25 e 26 de agosto de 2019. O evento é uma iniciativa da SerTãoBras com os parceiros Dom Rico Artesanal, do comerciante Ricardo Avelino, da Queijos Bem Dito, do produtor Fabiano Dias, e do Teta Cheese Bar, da comerciante Marina Cavecchia.

Seja qual for seu perfil, produtor, comerciante ou amante de um bom queijo de qualidade, você é bem vindo para celebrar conosco nesse evento que promete revelar novos sabores .

Agenda dos curso

Curso de Cura de Queijos 1 – 8 h – R$ 620
Data: 24 de agosto – sábado – de 8 às 16h
Local: Instituto SENAI de Tecnologia – IST – Rua Professor Lázaro Costa nº 348 Vila Nova Canãa

Curso de Gestão de Lojas de Queijos – 4 h – R$ 390
Data: 24 de agosto – sábado – de 18 às 22h
Local: Dom Rico Artesanal – Rua 1.137 N 241 Setor Marista – Goiânia –
Fone: (62) 4101-7765 – (62) 98341-2022

Curso de Cura de Queijos 2 – 8 h – R$ 620
Data: 25 de agosto – domingo – de 8 às 16h
Local: Instituto SENAI de Tecnologia – IST – Rua Professor Lázaro Costa nº 348 Vila Nova Canaã
I

Degustação e análise sensorial de queijos e bebidas – 2 h – R$ 350
4 Queijos Europeus e 3 Brasileiros em harmonia
Data: 25 de agosto – domingo – de 20 às 22h
Local: Dom Rico Artesanal – Rua 1.137 N 241 Setor Marista – Goiânia
Fone: (62) 4101-7765 – (62) 98341-2022

Curso de Fabricação de queijos lácticos – 8 h – R$ 620
Data: 26 de agosto – segunda-feira – de 8 às 16h
Local: Dom Rico Artesanal – Rua 1.137 N 241 Setor Marista – Goiânia –
Fone: (62) 4101-7765 – (62) 98341-2022

Feirinha de Produtores
Oportunidade para os consumidores de Goiânia conhecerem os novos sabores do queijo artesanal brasileiro.
Produtores interessados em participar: contactar Élvio Rocha – Trem Bom de Minas – 11 98236-6573

Inscrições

Podem ser feitas na loja do site ou depositando diretamente na conta:
Associação SerTãoBras – CNPJ 102465840001/33
Caixa Federal
Agência 0146
Operação 003
Conta corrente 3365-0
Favor fazer depósito identificado com seu nome e enviar comprovante pra o email [email protected]

MOTIVAÇÃO

Queremos com esse Festival promover a qualificação técnica de produtores do Estado de Goiás e Distrito Federal. E também formar um público consumidor conhecedor das sutilezas em torno da degustação do queijo artesanal brasileiro, sabendo que ao consumir esse produto estarão também ajudando a fortalecer uma cadeia emergente de produtores nacionais.

A missão do Festival Fermentar terá sido cumprida se cada participante sair inspirado pelo desejo de melhorar ainda mais a qualidade dos queijos brasileiros. Desejamos que pequenos produtores comecem a enxergar novas formas de produção que não se limitem ao queijo fresco, meia cura ou muçarela. 

Festival fermentar - Brasilia

O Festival Fermentar é para…

  • Produtores, filhos e netos de produtores que desejam aumentar o valor do seu produto, ao mesmo tempo que preserva o conhecimento da família; 
  • Profissionais do comércio de laticínios que desejam ampliar sua gama de produtos mais valorizados;
  • Profissionais de prestação de serviços relacionados ao queijo artesanal;
  • Profissionais que desejam desenvolver um novo ramo de atendimento técnico para produtores artesanais;
  • Profissionais ligados à gastronomia e nutrição;
  • Profissionais ligados às áreas de inspeção e vigilância sanitária, agrônomos, zootecnistas e extensionistas rurais;
  • Professores que desejam se aprimorar nesta área;
  • Estudantes de pós-graduação que desejam pesquisar sobre os mercados de queijo e/ou processos de maturação, gastronomia.
  • Consumidores e amantes do queijo, que desejam adquirir mais conhecimento sobre as melhores formas de consumo dos produtos.

Esperamos, durante o final de semana do Festival Fermentar, transformar o Estado de Goiás no centro do universo queijeiro nacional, favorecendo trocas de conhecimento, com a missão de fortalecer a cultura queijeira de todo Brasil.

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Mundial do Queijo de Tours, na França

Concurso, Para Produtores, Queijo

8 de março de 2019

O Mondial des Fromages de Tours, na França, acontece de 2 a 4 de junho de 2019, com a presença de mais de 200 stands de produtores e um concurso internacional que promete reunir duas toneladas de queijos e produtos lácteos!

Na última edição do festival, produtores de Minas Gerais ganharam doze medalhas, inclusive a super ouro para o queijo senzala, dos produtores Marly e Joel Leite de Araxá.

A SerTãoBras vai representar o Brasil e conta com um stand na feira.

Faça download do documento com ficha de inscrição e condições de participação.

A agência Agrilys, especializada em viagens técnicas rurais, preparou um roteiro para participação dos brasileiros no Mondial des Fromages de Tours, na França, com chegada em Paris e dois dias de visitas antes do evento. Veja a proposta que tem validade até 30 de março.

Esclareço que a nossa proposta de participação no stand é separada dessa proposta da agência. Ou seja, produtor que quiser apenas participar do stand sem participar da viagem, é perfeitamente possível!

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Bicas da Serra: Queijo Minas Artesanal

Destaque, Para Produtores, Produtores-mapa, Queijo

6 de março de 2019

Feito por José Orlando Ferreira, produtor de Carrancas, o queijo Minas artesanal Bicas da Serra é uma das referências a não deixar de conhecer no Circuito Trilha dos Inconfidentes, no Campo das Vertentes, uma microrregião mineira incrustada entre o sul de Minas, o Oeste e a Zona da Mata.

FOTO: José Orlando/Acervo Pessoal
FOTO: José Orlando/Acervo Pessoal

José Orlando, nascido e criado na região, decidiu honrar a tradição de seu pai e avós. A família produz queijo há mais de 80 anos nas terras que rodeiam a famosa cachoeira ‘das Bicas’ de Carrancas.

Por isso o queijo foi batizado de Bicas da Serra. “Procuramos manter a tradição da nossa família, mas também pensamos em aprimorar técnicas de qualidade e sustentabilidade” disse José Orlando. Desde 2011 ele vem participando de cursos e treinamentos com o apoio da EMATER de Carrancas além de exames e testes para atingir a qualidade desejada.

“O total respeito ao bem estar do animal, ao meio ambiente e o cuidado na fabricação do Bicas da Serra trazem continuamente a qualidade que buscamos no queijo. Nossa filosofia de agropecuária, junto com o clima, altitude e o relevo dão as condições necessárias para o resultado especial provado no nosso queijo artesanal” disse Orlando.

O leite de vaca cru, saudável e integral é ordenhado mecanicamente e chega à queijaria sem nenhum contato externo, onde são fabricadas em média 20 peças diariamente pelo próprio José Orlando, que acrescenta apenas o coalho, pingo e sal. “Meu gado realmente fica a pasto o ano inteiro, na seca pasteja aveia, azevém, milheto… só do um pouco de ração na hora da ordenha” detalha o produtor.

Depois de fabricado, o Bicas da Serra é levado para sala de maturação em prateleiras de madeira, curado pelo menos 15 dias. FOTO: José Orlando/Acervo Pessoal

O interesse pela arte de produzir queijo artesanalmente segue crescendo e José Orlando continua aprimorando seus conhecimentos. Participou do curso de cura com a professora francesa Delphine Géhant entre outros treinamentos.

O queijo Bicas da Serra já levou quatro premiações:
– Ouro em São Roque de Minas 2018, microrregião Campos das Vertentes.
– Ouro no artesanal com mofo no III Prêmio Queijo Brasil 2017.
– Prata no 20° Festival de Gastronomia e Cultura de Tiradentes em 2017.
– Bronze no II Prêmio Queijo Brasil em 2016 no artesanal tradicional.

FOTO: José Orlando/Acervo Pessoal

Você pode encomendar o queijo Minas artesanal Bicas da Serra direto com o produtor José Orlando:
– (35) 99700-4999 (só what’sapp, na fazenda não funciona sinal de celular)
[email protected]

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Mundial do Queijo do Brasil

Concurso, Consumo, Destaque, França, Oropa, Para Produtores, Queijo

22 de janeiro de 2019

Araxá, em Minas Gerais, será palco do primeiro concurso de queijos brasileiro que vai acolher produtos nacionais e estrangeiros nos dias 9 e 10 de agosto de 2019. O evento será realizado pela SerTãoBras com apoio da Guilde Internationale des Fromagers e da Aqmara – Associação dos Produtores do Queijo Araxá.

Para a ocasião, está prevista a visita de uma comitiva da Guilde des Fromagers, dirigida pelo queijeiro francês Roland Barthélemy, que também é presidente do concurso de produtos do Mundial de Queijos de Tours, na França. Os produtores de Araxáestão dando todo apoio para receber a comitiva internacional de queijeiros.

O Mundial do Queijo do Brasil  em Araxávai elevar o reconhecimento da nossa cultura queijeira através de um concurso com a presença de um corpo de jurados de origem eclética de diversos países: produtores artesanais e industriais, maturadores,  comerciantes e chefs de cozinha e jornalistas de gastronomia.

O objetivo é  colocar os queijos brasileiros lado a lado com  queijos internacionais, sem distinção de origem ou tecnologia queijeira, para reconhecer a excelência dos melhores queijos.

CONTEXTO:
Enquanto alguns queijos são símbolo de tradição, outros conquistam corações em processos inovadores e muita criatividade.

O queijo brasileiro brilhou no Mundial do Queijo de Tours, na França em 2017, quando produtores mineiros ganharam doze medalhas. O sucesso atraiu a atenção da comunidade queijeira internacional.

Por isso, a Guilde Internationale de Fromagers, associação que reúne mais de 6 mil membros no mundo inteiro, vai realizar uma viagem para conhecer regiões queijeiras brasileiras de 4 a 14 de agosto de 2019.

Sua instituição quer ser parceira?
Contate a Bonare Eventos
e receba o kit mídia para participar!
Maricell Hussein
34 998301828 Whatsapp
[email protected]

Esperamos com esse evento…

>>Fortalecer a cultura queijeira de Araxá, de Minas Gerais e de todo  Brasil.
>>Ajudar na permanência do homem no campo, preservando sua cultura e seu saber fazer.
>>Inspirar a nova classe de curadores para motivar  a busca de novos sabores!

Mais informações sobre o regulamento
e as inscrições na primeira semana de fevereiro!

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Curso de Venda de Queijos e Análise Sensorial na França

Cursos, França, Para Produtores

3 de janeiro de 2019

O curso de vendas de queijos e análise sensorial é teórico e prático, com atividades previstas nas boutiques da rede MonS, nas caves modernas em Saint Haon le Chatel e no túnel da Collonge em Ambierle. São apresentadas aos alunos soluções de gestão de boutiques de queijos, organização de fluxo de trabalho e gestão do frio de vitrines.

Datas:

Curso de Vendas de Queijos e Análise Sensorial:

O Centro de Formação Maison Mons tem um longo percurso em formações para estrangeiros que querem beber na fonte da sabedoria dos queijos franceses. Até o momento, os cursos eram principalmente para o público norte americano e asiático. Desde 2018 a escola abriu para incluir o público brasileiro, que tem se revelado no cenário mundial do queijo artesanal.

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Cartilha para aproveitar o soro do leite

Consumo, Destaque, Para Produtores, Pesquisa, Produção, Queijo

20 de dezembro de 2018

O aproveitamento do soro para fazer outros alimentos pode ser uma nova fonte de renda para as produtores e reduz a poluição. Quando pequenos produtores e agroindústrias alimentares não têm estações de tratamento para descartar o líquido, ele pode ser muito nocivo, pois ao ser degradado exige muito oxigênio pode asfixiar peixes e prejudicar a flora dos rios.

Uma equipe de pesquisadores do Departamento de Engenharia de Alimentos da UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná elaborou uma cartilha para aproveitamento do soro. O resultado é fruto de um trabalho com os produtores de queijo da região Sudoeste do Paraná, em que foi diagnosticado o destino do soro das agroindústrias. Os produtores também foram orientados quanto à qualidade nutricional, benefícios à saúde, aspectos ambientais e formas de aproveitamento do soro de leite. 

Oficina em outubro 2018 sobre aproveitamento do soro de leite na agroindústria. Participaram produtores de queijo da região e técnicos da extensão rural (Emater-PR).
FOTO: Fabiane Picinin de Castro Cislaghi

Cartilha:
Aproveitamento do Soro de Leite nas Agroindústrias (em PDF:)

Entrevista: Fabiane Picinin

Qual a sua formação, o seu percurso profissional e quando você começou a se interessar por queijo em sua vida?

A pesquisadora Fabiane Picinin de Castro Cislaghi. FOTO: Acervo Pessoal

Fiz graduação em Farmácia – Tecnologia dos Alimentos na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no RS. Nos últimos anos da graduação, comecei a trabalhar com análises microbiológicas de leite e fiz estágio na Usina Escola de Laticínios da UFSM. Desde aquele momento soube que queria seguir na área de lácteos. Entrei no Mestrado em Ciência de Alimentos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Meu projeto foi desenvolvimento de bebida láctea fermentada, com soro de leite, probióticos e prebióticos. Durante o mestrado, fiz estágio de docência e ali que percebi que queria ser professora. No doutorado, também na UFSC, segui trabalhando com soro de leite, desta vez utilizando-o na microencapsulação de probióticos por spray dryer

Quando estava no segundo ano do doutorado, soube do concurso público para docente na UTFPR-FB, para a área de Leite e derivados. Naquele momento pensei: “Esse é o concurso da minha vida”, pois geralmente os concursos para docente eram na área de Alimentos e não tão específicos para lácteos. Passei no concurso e vim morar em Francisco Beltrão-PR. Terminei o doutorado à distância, indo a Florianópolis em todos os feriados e “férias” naquele período. 

Comecei ministrando as disciplinas “Tecnologia de Queijos” e “Tecnologia de Lácteos Fermentados” na graduação em Tecnologia de Alimentos. Fui estudando cada vez mais, me aprofundando, comprando livros (aliás, ainda continuo comprando muitos), participando de eventos e cursos, orientando alunos de TCC, iniciação científica, especialização e mestrado. 

Aos poucos fui conseguindo fazer pesquisa e extensão, conhecendo a região e suas demandas, os produtores, os órgãos parceiros (como Emater e MAPA), etc. 

Por que você decidiu pesquisar o queijo artesanal Colonial? Qual a sua relação com os produtores?

O queijo Colonial artesanal é um produto típico da região Sul, muito consumido aqui na região Sudoeste do Paraná e é parte importante da renda de muitas famílias. É fabricado com leite cru e maturado por cerca de 10 a 20 dias. 

Já vínhamos fazendo alguns trabalhos mais pontuais com o queijo Colonial, mas em 2016 foi criado um Grupo de Trabalho para Valorização e legalização do queijo Colonial do Sudoeste do Paraná. Percebemos que se não fizéssemos alguma coisa, o queijo Colonial não sobreviveria por muito tempo. Mas sabíamos das dificuldades que encontraríamos e do longo caminho que teríamos (e temos ainda). Desde lá, temos buscado fomento de diferentes fontes, público e privado, a fim de ampliar nossos estudos. Temos o apoio de diversos órgãos regionais e estaduais e principalmente dos produtores, que nos recebem muito bem, confiam no nosso trabalho e sabem que queremos o melhor para a região.     

Qual a sua descoberta mais importante durante suas pesquisas? E sua maior frustração ou preocupação? 

Acho que é mais uma reafirmação do que descoberta: que o leite cru em si não é o problema. Pode-se fazer queijos excelentes tanto do ponto de vista sensorial quanto higiênico-sanitário a partir do leite cru, desde que sejam observadas as devidas normas e Boas Práticas de Fabricação (BPF). Temos feito análises microbiológicas de muitos queijos e alguns resultados nos surpreendem…queijos feitos com leite pasteurizado com elevada contaminação. Tenho usado uma frase: “A pasteurização não salva” (rsrs), ou seja, a qualidade da matéria-prima, a higiene e BPF são fundamentais. 

Quanto à frustração/preocupação é a de escassez de recursos, investimentos para pesquisa no Brasil. Gostaríamos de estruturar melhor o laboratório, expandir o número de produtores atendidos nos cursos de qualificação, etc. Entendemos que pesquisas como essa são capazes de promover o desenvolvimento de uma região e talvez até mudar o destino de algumas famílias.  

Produtoss feitas na oficina.
FOTO: Fabiane Picinin de Castro Cislaghi

Equipe 
do projeto

  • Profa. Dra. Fabiane Picinin de Castro Cislaghi – coordenador, docente do curso de Engenharia de Alimentos da UTFPR-FB
  • Profa. Dra. Andréa Cátia Leal Badaró – docente do curso de Engenharia de Alimentos da UTFPR-FB
  • Profa. Dra. Ellen Porto Pinto – docente do curso de Engenharia de Alimentos da UTFPR-FB
  • Larissa Scarabotto – aluna do curso de Engenharia de Alimentos da UTFPR-FB, bolsista PROREC/Fundação Araucária 

O projeto foi realizado no Departamento de Engenharia de Alimentos da UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Francisco Beltrão, com o apoio da Fundação Araucária (concessão de bolsa), que desenvolve o projeto de pesquisa e extensão “Aproveitamento do soro de leite nas agroindústrias”.

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