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Queijo Canastra do Gilson

Canastra, Destaque, Produtores-mapa, Queijo

9 de fevereiro de 2020

Gilson Batista é produtor de queijos com um rebanho de 60 vacas da raça Girolando em São Roque de Minas, na região da Serra da Canastra, Minas Gerais. Seguindo a tradição que é passada de geração á geração em sua família, Gilson fabrica queijos meia cura e curado que pesam em torno de 1,2 kg. E o merendeiro em torno de 400 gramas.

Rebanho Fazenda São Gerônimo.
Rebanho se alimenta de silagem e concentrado. FONTE: Gilson Batista/acervo pessoal

Os queijos de leite cru são vendidos online e na fazenda (contato abaixo). Na loja da fazenda você encontra também doces, geleias e artesanato regional. A fazenda recebe turistas todos os dias da semana para conhecer e acompanhar a produção do queijo e retirada de leite, não é necessário reservas. Horário: 8h-18h.

Queijo com goiabada fazenda São Gerônimo.
Queijo com goiabada da fazenda São Gerônimo. FONTE: Gilson Batista/acervo pessoal

Gilson morava em Belo Horizonte e trabalhava como office boy e aos 18 anos voltou para a cidade natal dos pais. Aprendeu com seus tios a fazer queijo e deu continuação a tradição de mais de 150 anos na sua família. Seguindo assim seu sonho, Gilson pretende passar a tradição para seu filho Gabriel.

Gilson e sua família
Gilson e sua família. FONTE: Gilson Batista/acervo pessoal

Prêmios

Medalha de Bronze no Mundial de Queijos do Brasil em 2019

Medalha de Bronze no V Prêmio Queijo Brasil em 2019

Queijo do Gilson merendeiro
Queijo do Gilson ganhador da medalha de bronze em 2019. FONTE: Gilson Batista

instagram: @queijosdogilson

Telefone: (37) 99983-3774

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DIVAGAÇÕES SABOROSAS

Canastra, Cultura, Para Produtores, Queijo

5 de setembro de 2018

Por Leôncio Diamante, colaborador da SerTãoBras

A Serra da Canastra é um festival de sabores. Quanto mais mais nos aventuramos em suas alturas, vaus e grotas, sabores diferentes se apresentam em seus queijos. É isto que caracteriza o queijo feito de forma artesanal: a variedade e a unicidade própria de cada um dos sabores.

Ao viajante que se demora por lá, se visitar 10 produtores, experimentará 10 sabores ou mais. Se visitar 20 produtores, 20 sabores ou mais. Se visitar 100…

Tal fato torna o turismo na  Serra da Canastra interessante e único. A diversidade e a novidade, vão além das belas paisagens, cachoeiras e nascentes.

Em recente e rápida passagem pela zona rural de São Roque de Minas, tive a oportunidade de visitar alguns produtores, de vários tamanhos e em diferentes estágios de processo produtivo.

Na região do distrito de São João Batista da Serra da Canastra (no divisor de aguas das bacias do Rio São Francisco e do Rio Araguari), pequenos produtores elaboram queijo em condição bastante precária. Seu tamanho não permite gastos para adequar suas instalações ao que até recentemente era exigido pelos órgãos de inspeção e estão bastante queixosos do baixo preço que recebem por seus produtos.

Aqueles que têm alguma produção de leite mais significativa, estão preferindo entregar o leite para caminhões de Araxá, Tapira e Sacramento. Os demais não têm saída a não ser produzir seus saborosos queijos clandestinamente. São muito pequenos ou estão fora da rota dos caminhões leiteiros.

Fora da região do distrito, estive em uma propriedade que possui uma queijaria registrada no IMA (não pedi autorização para dar o nome ou a região) e que vende bem o seu produto. Já é um produtor conhecido no mercado por seu capricho e qualidade. Este produtor está preocupado, pois acredita que estará sem cobertura legal no prazo de 60 dias conforme o IMA comunicou.

Em outra região, mais especificamente na região conhecida como “buracas”, visiteis duas propriedades bastante interessantes.

Uma delas é a Fazenda do Mauro, cujo queijo tem se tornado famoso por seu sabor e qualidade. ( No dia em que lá estive, o pessoal da rede globo, que está gravando em São Roque cenas para a próxima novela, havia mandado buscar 50 peças para apreciação do seu elenco, segundo fui informado).

Mauro

O queijo do Mauro tem um gostoso e peculiar sabor, creditado por ele a um diferencial. É o que ele chama de “mofo branco”, e a sua maturação é feita em uma “cave”, sob a terra,  que Mauro construiu com capricho e sabedoria na sua propriedade.

Na mesma região, a poucos quilômetros da fazenda do Mauro, estive em outra propriedade que também utiliza o “mofo branco”.

Daniel e sua família.

É a fazenda do Daniel. Apesar da mesma região que Mauro, e do “mofo branco”, o queijo é bem característico e de sabor diferente. Talvez pela maturação e apuração que Daniel faz em um local que ele também construiu, uma sala de maturação de madeira. Esta sala ficou muito interessante, apesar da simplicidade, e foi para mim uma novidade, pois até então, na Canastra, não havia visto algo assim.

Foram visitas que valeram a pena.

Peregrinar pela Canastra é bom para os olhos e o espírito, mas também enriquece o paladar. Encontramos uma diversidade de sabores e gostosas novidades  proporcionadas pela tradição com que cada produção artesanal nos surpreende.

Canastra por Leôncio Diamante

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Mofos e queijos de menos de 22 dias precisam ser legalizados na IG da Canastra

Destaque, Queijo

1 de dezembro de 2017

 “- O consumidor brasileiro ainda não sabe o que é IG- Indicação geográfica, que é, de forma resumida a proteção legal de um produto relacionado à sua origem” explicou, Ricardo Boscaro do SEBRAE no seminário técnico promovido junto a APROCAN para discutir os desafios enfrentados pela Indicação Geográfica do queijo Canastra. O evento aconteceu nos dias 29 e 30 de novembro de 2017 em São Roque de Minas.

De fato, seria querer demais de um carioca ou de um nordestino dominar a diferença dessas sutilezas. A maioria dos queijos de Minas seguem a mesma receita e são da mesma família “massa prensada crua” além de terem praticamente o mesmo formato. É preciso educar os consumidores.

Sabemos que os desafios das IGs, no Brasil como um todo, giram em torno da necessidade de maior organização dos produtores e de educar o mercado consumidor. É preciso efetivar o uso do selo para rastreabilidade e incorporar as inovações pedidas pelos clientes, como os queijos mofados. Ainda não sabemos como essas técnicas de cura seriam enquadrados na IG, se  com outro nome ou com sobrenome” resumiu Ricardo.

Produtores Zé Mário, Guilherme, Sérgio e Ivair em manifestação pela liberação dos mofos no seminário. FOTO: Valéria Rodrigues /APROCAN

Durante a mesa redonda “Os desafios da Indicação Geográfica: Canastra, tradição x Inovação” debateu-se o problema que o queijo canastra, enquanto definido na IG, não pode ser vendido nem fresco nem mofado.

O principal problema dos produtores na Canastra nem é o mofo. É não ter uma legislação adequada para vender seus produtos para turistas, por exemplo, que querem comprar queijo fresco ou com menos de 22 dias, como exigido na legislação.

Zé Mário também quer …. FOTO: Valéria Rodrigues /APROCAN

Para identificar as diferenças sensoriais entre os queijos mineiros das regiões reconhecidas, Diogo Carvalho do MAPA manifestou o interesse do ministério em apoiar a criação de um curso com módulos de 6 meses para produtores e técnicos reconhecerem a identidade de cada queijo. O advogado Fabrício Welge explicou as diferenças de indicação geográfica e denominação de origem e Patrícia do INPI falou a marca coletiva da Aprocan (região do queijo canastra), associada à IG.

Fabrício Welge (consultor), Hulda Giesbrecht (Sebrae), Patrícia Barbosa (INPI), Priscilla Lins (Sebrae), Elmer Almeida (consultor), Diogo Carvalho (MAPA) e Bruno Cabral (associação Comer Queijo, de comerciantes). FOTO: Valéria Rodrigues/APROCAN

 

Outros temas tratados no seminário

No primeiro dia, a discussão mais quente foi em torno da alimentação animal. O professor de zootecnia Mauricio Scoton Igarasi da Uniube (Uberaba) comparou os métodos de silagem e feno como alternativas para alimentação no inverno. O silo é muito mais em conta que o feno, mas os produtores de queijo explicaram ao professor as desvantagens do uso da silagem, que representa não só maior risco microbiológico como também afeta as características sensoriais do queijo.. “– Ele entendeu, disse que estava aprendendo com a gente“, disse João Leite, produtor do Roça da Cidade. “– Maurício se prontificou a fazer pesquisas para verificar a questão sensorial e prometeu nos apresentar novas tecnologias para alimentar o gado no inverno, foi a palestra que mais houve debate, foi excepcional” resumiu João.

O técnico do IMA Maurício Teixeira apresentou o novo programa de certificação do leite. “- O programa é bom, mas as exigências representam mais custos com instalações, higiene, cuidados com os animais, cuidados sócio-ambientais… isso tudo vai ser pago pelo produtor que provavelmente não será ressarcido no preço final do leite” avaliou João Leite. “Então a nossa dúvida é, como o produtor pode agregar valor a um leite vendido para a indústria? E nós, produtores que transformamos o leite teremos ainda mais regras para obedecer?” questionou ele. A certificação será um dos pontos exigidos para que o produtor de queijo obtenha o registro para comercialização dos seus produtos.

Foram realizadas visitas técnicas nas queijarias da Roça da Cidade e do sítio Nossa Senhora Aparecida. FOTO: Valéria Rodrigues/APROCAN.

Dando seguimento…

Temos mais dúvidas do que respostas” confessou Ricardo Boscaro. “Mas a discussão não se encerrou aqui, vamos continuar a ver problemas internos da Canastra e realizar o mesmo seminário no Serro em breve” prometeu ele. Outras questões a serem abordadas são a possível adoção de um selo único para todas as IGs, como acontece na União Européia e o papel dos comerciantes e chefs que fazem a conexão com o consumidor final. “- Eu acho que o processo é lento, mas já avançamos” completou.

 

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2010

Canastra Pingo de Amor – Fazenda Campo Alegre

Canastra, Destaque, Para Produtores, Produtores-mapa, Queijo

7 de novembro de 2017

Para Lucilha tudo começou muito cedo, quando ela ainda era criança ela teimava em ajudar sua mãe nos afazeres do queijo. Com 8 anos de idade ja sabia fazer a ordenha das vacas de forma manual. Sempre muito apegada à roça, ela teve dificuldades na cidade quando foi se dedicar aos estudos

“Sair pra cidade pra estudar foi uma época difícil, não me adaptei e na quarta série tive uma forte depressão, eu não estava no meu mundo.” Lucilha.

Canastra Pingo de Amor.

Ela ficou um ano tratando esta depressão em casa, neste período ela aprendeu mais sobre a fabricação do queijo e ficou responsável pelo curral e a queijaria da fazenda dos pais.

“Após o tratamento voltei pra escola mas, não me encaixava no mundo urbano e devagarinho fui voltando pra roça.” Lucilha.

Aos vinte anos Lucilha se casou com André e tiveram sua primeira filha a Luiza. No começo, eles ainda não criavam gado, mas a paixão de Lucilha pelo queijo foi crescendo e em 2012 eles começaram a se programar para começar a produção na fazenda do casal que fica nas Buracas, zona rural de São Roque de Minas.

Queijo Canastra Pingo de Amor produzido por Lucilha embalado para venda

“O André se associou à Aprocan e construímos o curral, começamos a produzir queijos na mesma época que Marina minha segunda filha nasceu .” Lucilha.

Eles criam cerca de 30 vacas em lactação.

“Procuramos sempre manter o número e investir para melhorar cada vez mais a qualidade do queijo, nosso gado é meio Holandês, Girolando e Caracu, de tudo um pouco”. Lucilha.

Grande parte da fazenda ainda é  campo nativo, numa altitude acima de 1150 metros e solo bastante arenoso. O terreno é cercada por pequenas matas nascentes de águas cristalinas.

Lucilha exibe orgulhosa os queijos Canastra de sua produção.

Hoje Lucilha trabalha na fabricação do queijo diariamente e uma ajudante ordenha as vacas e zela pela qualidade do leite. O Canastra Pingo de Amor participou do II prêmio queijo Brasil e foi premiado com prata e bronze.

“Resolvi ousar e arriscar alguns queijos especiais e levá-los ao III prêmio queijo Brasil e fomos premiados novamente em todos eles…Isso nos mostra que devagar estamos no caminho certo e tenho certeza que páginas dessa história surgirão diariamente.” Lucilha.

Lucilha e seu marido mantêm a simplicidade da vida no campo e transmitem isso para suas duas filhas que estão crescendo e aprendendo a valorizar e a cultura de sua região

“Marina adora os bichinhos que tem lá, cuida,de todos com muito amor… Luiza é muito responsável e já aprende a cuidar dos queijos” disse a mãe.

Marina, filha mais nova de Lucilha, abraçando o “Prosinha” na fazenda Campo Alegre.

Contatos

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E-mail: [email protected]

Pontos de Venda:

Goiânia = Estância do Queijo Empório

Rio de Janeiro = Queijo com Prosa DariquimProdutos D.O.C

Brasília= Tarsitano Sabor de Origem

Belo Horizonte = Empório Nacional BH

São Paulo =Espaço de Minas

Campinas =Empório Fazenda

Aracaju=Queijeira Del Rey

Teresópolis =Coisas da Mantiqueira

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Chuva de diplomas inunda Prêmio Queijos do Brasil em São Paulo!!!

Observatório do Queijo, Queijo

27 de outubro de 2017

O III Prêmio Queijos do Brasil divulgou o resultado dos vencedores entre os 405 queijos concorrentes no Memorial da América Latina, em São Paulo. Foram 5 Super Ouro, 40 Ouro, 98 Prata e  156 bronze, num total de 299 diplomas distribuídos aos produtores presentes. “Esse ano foi muito legal, fizemos um treinamento antes com os jurados, as características de cada queijo foram avaliadas, o que possibilitou valorizar a regionalidade brasileira, tivemos prêmio para o Cerrado e o Seridó, por exemplo, foi muito bacana“, contou Falco Bondini, comerciante da Galeria do Queijo em São Paulo.

A novidade dessa edição é que cada queijo recebeu um parecer com sua avaliação pelos jurados. O corpo de jurados foi dividido em dois grupos, técnico e gustativo, que avaliaram o seguintes critérios: Aspecto/Aparência, Olfato/Aromas, Textura e Sabor.

Os queijos começaram com nota máxima para o corpo técnico e foram perdendo pontos à medida que os defeitos foram sendo identificados. Em seguida, o corpo gustativo avaliou os queijos “com um olhar mais comercial, buscando qualidades gustativas e olfativas, possibilidades de receitas gastronômicas” (regulamento do concurso). Nessa segunda etapa os queijo começaram a avaliação com a  nota mínima, que foi aumentando com as qualidades encontradas. A soma total desta avaliação foi determinante para qual premiação o queijo vai receber.

“A ideia deste novo formato do Prêmio Queijo Brasil é oferecer algo a mais para o produtor. Além do reconhecimento por medalha pelo bom trabalho e qualidade do queijo, também oferecer um pouco de conhecimento desta outra ótica, o ponto de vista técnico e comercial.” III Prêmio Queijos do Brasil

A chef de cozinha Maria Conceição Oliveira contou da sua participação como jurada no seu facebook: “Acaba de ser divulgada a premiação do melhor queijo do Brasil, fiz parte da banca que escolheu esse queijo sensacional, o coesta reserva, é bom que se diga que queijo bom não existe só em Minas, tive a oportunidade de experimentar queijos muito elaborados do Brasil inteiro. Esse queijo que ganhou o ouro é da cidade de Pardinho no interior de São Paulo, ele tem múltiplas nuances requintadas.”

A fazenda Pardinho faz parte do coletivo Caminho do Queijo Artesanal Paulista, que ficou em primeiro lugar de números de prêmios com 1 super ouro, 8 ouros, 16 pratas 16 e 17 Bronze, totalizando 42 . Isso mostra que a estratégia dos paulistas em investir com tudo na inovação, principalmente por não terem região queijeira tradicional, funciona muito bem.

Caminho do Queijo Artesanal Paulista no seu encontro de lançamento.

O segundo lugar, em termos de região, ficou para a Canastra. Foram 41 diplomas ao todo.

“Canastreiros”, produtores da Serra da Canastra conquistaram  29 bronzes, 10 pratas e 2 ouros. Foto: Valéria Rodrigues.

A Associação dos Produtores do Queijo do Serro APAQS alcançou 28 prêmios.

Produtores do Serro, Minas Gerais.

Os queijos de zebu reforçam sua presença no concurso. É a terceira vez que os produtores Inês e Joaquim da Fazenda Carnaúba ganham ouro. Nessa edição, cinco produtores levaram 11 prêmios: 1 ouro, 7 pratas e 3 bronzes, da Fazenda Carnaúba, Estância Silvania, Pardinho Artesanal, Fazenda Nova América e Queijo do Gir. “Foi o melhor evento do queijo artesanal brasileiro“, comemorou Camila da Estância Silvania premiada no III Prêmio Queijo Brasil com 5 prêmios de Prata e 1 de Bronze… ” e é o primeiro concurso que participamos!” disse a criadora de Gir leiteiro.

Camila Almeida.

O Cerrado levou 8 medalhas, 1 ouro do produtor Ronaldo Pereira da Silva (Patos de Minas), 4 bronzes do produtor Wellington Casquinha e outros dois do produtor Elias Cortês, da Queijaria Vô Joaquim.

Produtores do Cerrado.

Araxá levou 4 ouros  (Ana Paula, Alexandre Honorato, Marly Leite de Sacramento e Reinaldo) e 4 bronzes (Ronaldo Lemos, de Campos Altos, Joel e Marly e Alexandre Honorato, 2), além da Super Ouro de Reinaldo Lima.

Novo queijo “Tikin” de Marly Leite, prêmio de Ouro, envolvido em cacau e mofo branco natural de Sacramento.

Super Ouro foram só cinco

  • Azul do Capril do Bosque. Da produtora Heloisa Collins, que estava impossibilitada de comparecer devido à um problema de saúde não grave.

Gessica, da Capril do Bosque, que recebeu o prêmio em nome da produtora Heloisa Collins.

Queijo de Araxá Super Ouro “Brasil” do Reinado Lima ao lado do Super Ouro (França) da Marly Leite.

  • Parmesão Serra das Antas. Categoria Queijo Maturado Pasteurizado. Fabricado por Airton e Waldeci Costa em Bueno Brandão, da cidadede 10 mil habitantes na divisa com a cidade de Socorro, em São Paulo. Eles são produtores desde 1989. “Eu gostaria de fazer queijo de leite cru, mas a legislação dificulta isso, se um dia eu puder fabricar sem pasteurizar, vou ter que adaptar minha tecnologia à qualidade do leite para garantir sempre a mesma qualidade do produto” explicou Airton. O diferencial do seu parmesão é que o leite é um pouco mais gordo, com maturação mínima de 1 ano.

    Parmesão Serra das Antas, de leite pasteurizado.

     

  • Queijo Faixa Dourada. Do produtor Márcio Martins de Barros de Alagoa e curado por Osvaldo Filho, do queijo d’Alagoa.

Lista de Prêmios Ouro

Lista de Prêmios Prata

Lista de Prêmios Bronze

O Prêmio Queijo Brasil é organizado pela COMERQUEIJO (Associação de Comerciantes de Queijos Artesanais Brasileiros).

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Baú de lendas Artesanato

Canastra, Produtores-mapa, Queijo

23 de outubro de 2017

Neta e filha de produtores de queijo Canastra, Nilce Santos ainda era criança quando aprendeu a receita do queijo.

“Não era por obrigação,mas porque já amava o queijo, a roça os animais…E hoje tudo que me leva a resgatar essa identidade” Nilce Santos.

Nilce morou 10 anos longe da Canastra, ficou alguns anos em em Belo Horizonte e depois se mudou para a cidade de Franca, no interoir de São Paulo.

“Saí de Vargem Bonita em uma época de dificuldade para o município e toda a região.Os jovens não tinham trabalho, e saíamos para estudar e trabalhar.” Nilce Santos.

Formada em Letras, Nilce não chegou a exercer a profissão, sua verdadeira paixão é o artesanato que acabou sendo um fator decisivo para traze-la de volta à sua terra natal. Vargem Bonita, às margens do rio São Francisco e a porta de entrada para a Cachoeira Casca D’anta, uma das maiores atrações da Canastra que atrai turistas do Brasil. Um ambiente perfeito para Nilce que queria montar um atelie de artesanato para poder viver e aprimorar sua paixão. Em fevereiro de 2002  foi inaugurado o  Baú de Lendas que hoje já conta com duas lojas: uma em Vargem Bonita e uma  São Roque de Minas, cidade a  25 km de distância.

Nilce com seu irmão Nilson ” Pititinho” e seu filho Nicolas, no interior do Baú de Lendas exibem queijo Canastra meia cura

A loja Baú de lendas é focada em trabalhos artesanais voltados para valorização da região da Canastra e do Rio São Francisco. Além das peças produzidas por Nilce e seu marido também são vendidos licores, geleias e o famoso Queijo Canastra Artesanal. A família acompanha a luta pela legalização e valorização do queijo.

“Ver hoje pequenos produtores serem reconhecidos é um orgulho enorme, pois esses queijos são a vida de centenas de produtores e neles são colocados carinho, amor, com simplicidade típica de mineiro, o que emociona!” Nilce conta.

Queijo Artesanal, especialmente o Canastra, para mim é uma obra de arte, carregada de histórias e tradições“, ela completa.

Prateleira de queijos Canastra – Vendidos no Baú de Lendas loja 2 em São Roque de Minas

No momento, Nilce trabalha apenas com revenda do queijo Canastra, mas já esta investindo para aprender mais sobre o queijo principalmente as técnicas de cura.

“Hoje trabalhar com Queijo Canastra é a realização de um sonho porque aqui tem muitas lembranças e saudades, também um amor que meu avô passou a meu pai e ele nos transmitiu.” Nilce Santos

Contatos:

Facebook

Loja em Vargem Bonita:

(37)  3435-1241

Loja em São Roque de Minas:

(37) 3433-1675

WhatsApp (37) 988515143

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