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Queijo
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Loja Queijo d’Alagoa-MG: 10 anos de venda pela internet

Queijo

25 de novembro de 2019

Nas montanhas altas e frias da Mantiqueira esconde-se a pequena cidadezinha de Alagoa, com pouco mais de 2.400habitantes, no Sul de Minas Gerais. Nos últimos 10 anos o município ganhou reconhecimento nacional e internacional pela produção centenária de queijo, que rompeu as fronteiras e conquistou o mundo.

O ano era 2009. O senhor Batista Dias Pinto era mais um, entre os atuais 135 produtores de queijo, que tirava leite até de pedra para conseguir sobreviver no Rio Acima, zona rural de Alagoa. Dona Clarice, amiga da Dona Chica, esposa do Batistinha, pediu para seu filho, Osvaldo, fazer uma visita à família para tentar ajudar.

“O comprador pagava uma merreca no queijo e ainda dava cheque para 40 dias” confessa Seu Batistinha. O visitante voltou encafifado com a situação precária. Pensando nisso lhe veio um insight de vender queijo pela internet.

“Pensei: meu Deus, estou ficando louco! Vender queijo pela internet? E a voz repetiu dentro da minha cabeça: Venda queijo pela internet” relata Osvaldinho. Em novembro de 2009, com o apoio do SEBRAE Minas, nasceu a Queijo d’Alagoa-MG, pioneira na venda de queijo pela internet (site: www.queijodalagoa.com.br).

QUEIJO PREMIADÍSSIMO

 Ao longo dos 10 anos os queijos vendidos pela empresa Queijo d’Alagoa-MG acumulam prêmios, culminando no Melhor Queijo Artesanal de Leite Cru do Brasil, Super Ouro no III Prêmio Queijo Brasil em 2017 e um dos Melhores Queijos do Mundo (Ouro no Mundial do Queijo do Brasil 2019; Prata 2019 e Bronze 2017 no Mondial du Fromage na França). Em junho de 2018 a “Queijo d’Alagoa-MG” foi finalista e recebeu o Prêmio Melhores do Ano da Revista Prazeres da Mesa. Para ver todos os Prêmios clique aqui.

NO GOSTO DOS CHEFS 

“É um sucesso tremendo. Sei que é muito trabalho, são 10 anos de muita luta. Estão levando o nome de Minas para o Brasil e o Mundo. Desejo muitas felicidades!” parabeniza o chef mineiro Edson Puiati.

O chef que mora em São Paulo, Guga Rocha, também felicita: “Parabéns pelo trabaho, pela transformação social, pela paixão pelo ingrediente, por fazerem, sem dúvida, um dos melhores queijos do mundo!”. Lá do Rio de Janeiro, a Chef Roberta Sudbrack suspira: “Parabéns, o queijo é uma joia rara, uma poesia”.

TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

 Além de movimentar a economia local o negócio do queijo também tem fomentado o turismo! Em 2014 recebeu o Troféu MG Turismo, do Jornal MG Turismo de BH por atrair turistas à Alagoa. Em maio de 2019 a Queijo d’Alagoa-MG recebeu o Certificado de Excelência 2019 da TripAdvisor.

Osvaldinho e seu filho, também Osvaldo.

Na França, o produtor Osvaldinho é membro da Guilde Internationale des Fromagers, associação internacional que reúne mais de 7 mil membros. Na cerimônia onde recebeu sua medalha, foi citado pelos benefícios econômico-sociais trazidos a Alagoa através da veiculação do queijo pela internet, agregando valor ao produto e ao produtor e fomentando o turismo. Segundo os Correios, é o contrato da Queijo d’Alagoa-MG que mantém a agência dos Correios aberta na cidade sendo mais um benefício social à comunidade.

10 ANOS Para comemorar o aniversário diversos produtos entre queijos, cafés especiais e azeite do site estão com descontos neste mês de novembro.

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Roça da Cidade

Canastra, Destaque, Produtores-mapa, Queijo

18 de novembro de 2019

O tataravô do João veio de Carrancas – Minas Gerais, visitar uns parentes e lá conheceu Dona Messias, filha de uma família abastada da região de Serrinha, município de São Roque de Minas. Anos depois se casaram e iniciaram a produção de queijo na Canastra. 

A paixão do João e da Maria José pelo queijo e por manter viva a cultura de suas famílias, fez nascer há mais de vinte anos a Roça da Cidade: uma fazenda produtora de Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra. A localização próxima à cidade rendeu um apelido carinhoso pela família que acabou inspirando o nome da fazenda, que está no município de São Roque de Minas – Minas Gerais, ao sopé da Serra da Canastra. 

Hoje, o filho mais velho, Hugo, arquiteto por formação, dá continuidade a essa paixão de cinco gerações, transformando aquilo que era para ser um hobby em um negócio, desenvolvendo sistemas e processos que melhoram a eficiência e qualidade, sem perder a essência e tradição.

Verdadeiras obras de arte feitas a mão a partir do leite cru ordenhado diariamente na própria fazenda, proveniente do rebanho de vacas das raças Girolando e Caracu alimentadas à pasto.

Os queijos são produzidos em pequenos lotes (30 a 35 peças por dia) respeitando os quatro únicos ingredientes tradicionais – leite cru, coalho, pingo e sal. Receita da família, aprimorada pelas técnicas de higiene e boas práticas de fabricação para garantir um produto de alta qualidade. 

Na Roça é produzido o famoso Canastra Real, de seis quilos e que consome cerca de 65 litros de leite na fabricação, além dos queijos Merendeiro (cerca de 4 litros) e Tradicional (cerca de 12 litros).

“Tudo é feito com calma e paixão, com Indicação Geográfica protegida por lei” diz Hugo Leite, filho de João que atualmente trabalha com o pai e assume a continuidade da tradição.

Queijo Canastra de terroir

Não só o clima e a localização fazem a produção da Roça da Cidade ser tão particulares, o queijo é maturado na própria fazenda antes de ser vendido, o que permite o desenvolvimento de uma casca e textura particular através da ação da microflora natural da Serra da Canastra, conferindo ao queijo identidade e sabor. Existem peças que são maturadas por um ano e até um ano e meio, adquirindo um sabor mais forte e peculiar.

A queijaria segue as normas de qualidade regulamentadas pelo IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) e possui o SELO ARTE, que permite a comercialização em todo o território nacional.

Com tanta proximidade com São Roque de Minas a fazenda não podia deixar de interagir com a população. Em um projeto realizado pela Cooperativa Educacional de São Roque de Minas a Roça da Cidade abriu suas portas para jovens e crianças aprenderem mais sobre suas raízes, disponibilizando sua queijaria para eles colocarem a “mão na massa” e produzirem o queijo da Canastra pela primeira vez.

“O resgate da história da produção do queijo artesanal está contribuindo para a elevação da autoestima das pessoas que hoje percebem uma grande oportunidade de geração de renda e melhoria da qualidade de vida de nosso povo” conta Maria José, diretora da Cooperativa Educacional de São Roque de Minas e esposa de João Leite. 

A Roça é aberta para visitação durante todos os dias do ano e conta com infraestrutura para receber grupos maiores e interessados em conhecer a história do queijo, seu processo de fabricação e outras curiosidades da luta dos produtores de queijo da Serra da Canastra. Os queijos também podem ser enviados via Correios e transportadoras ou podem ser encontrados nos parceiros espalhados por todo o Brasil.

História

João Carlos Leite liderou a luta pela legalização do Queijo da Canastra. É um dos ativistas, resistindo em manter a qualidade do seu leite e seu queijo. Motiva os produtores da Serra da Canastra a fazerem cursos de maturação e melhorarem a identidade visual dos seus queijos. Sua maneira simples de viver e preservar a cultura do queijo artesanal – que hoje pode ser considerado em extinção – ajuda a luta dos produtores da Canastra para manter viva essa história.

Rastreabilidade

No dia 19 de fevereiro de 2019 foi lançado o uso oficial das Etiquetas de Caseína para identificação dos queijos da Canastra, que é a primeira região brasileira a utilizar oficialmente esse tipo de ferramenta de rastreabilidade. 

A etiqueta, que é comestível, é elaborada a partir de uma proteína retirada do próprio leite. Ela é colocada no queijo no momento da fabricação, o que garante que somente os queijos produzidos na Região do Queijo da Canastra e que seguem o modo de produção indicado pelo regulamento de uso e possuem situação regular nos órgãos de inspeção podem utilizá-la. Ao identificar o queijo da região, o selo dificulta que produtores de outras regiões utilizem o nome Canastra indevidamente. 

Os três primeiros dígitos do código contido na parte inferior da etiqueta indicam o produtor, o da Roça da Cidade é o 001, e os cinco últimos o queijo em si. Nesse site é possível digitar o código do queijo que você comprou e ter acesso às informações, garantindo ao consumidor a rastreabilidade e origem do produto.

Oficina para crianças na Roça da Cidade.

Crianças da Canastra aprendendo a fazer o queijo.

Pontos de venda

>> Queijo com Prosa
>> Armazém São Roque
>> Casa Bonomi

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Queijo do Serro ganha museu e espaço multicultural

Cultura, Destaque

22 de outubro de 2019

Por Débora Pereira

Para a valorização do queijo artesanal e incentivo ao turismo na cidade do Serro, Minas Gerais, foi inaugurado o Salão do Queijo Artesanal do Serro – um museu e espaço multiuso para colocar a iguaria preferida dos mineiros em evidência.

Queijos do Serro. FOTO: Débora Pereira/SerTãoBras

O evento, que aconteceu no final de semana do feriado de 12 de outubro,  contou com palestras técnicas, salão do agronegócio e uma cerimônia de homenagens a personalidades que trabalharam pelo queijo do Serro, eleitos “Guardiões do Queijo”. Entre elas Maria Coeli Simões, que escreveu o livro “Memória e Arte do Queijo do Serro” (com fotos inéditas das fazendas antigas), Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro de Turismo do governo Lula, os presidentes da associação dos produtores artesanais do Serro e do do sindicato dos Produtores rurais do Serro, respectivamente Carlos da Silveira Dumont e Roberto de Castro Teixeira… e eu, que adoro a região!

Como moro na França, enviei mamãe, Heloisa, que adorou tudo. O fundo musical do final de semana ficou por conta da Bolerata, onde grupos musicais se revezavam nas varandas dos casarões antigos.

Mamãe, ao centro, sem saber por onde começar… FOTO: Tales Pereira/SerTãoBras.

Só tenho lembranças boas do Serro. Emoldurado pela Serra do Espinhaço e com abundância de cachoeiras, o Serro é um lugar de memória de uma Minas antiga, que conta sua história no ritmo manso de seu casario e igrejas, de suas ruas tranquilas. Não existe melhor paisagem para saborear o queijo do que a vista dos morros e igrejas, de preferência acompanhada da cachaça Menina Branca. Lecionei um curso de cura na cidade com a professora francesa Delphine Gehant  e trouxe os queijos da cooperativa para curar na França. Após 8 meses de cura, os queijos foram selecionados para compor o menu de degustação do jantar da Guilde Internationale des Fromagers na edição do Salão do Queijo de Paris em 2017. Um dia para não esquecer.

Para quem quer aprofundar no queijo do Serro, o documentário do IEPHA conta tudo.

CooperSerro: Maior cooperativa de queijo artesanal de Minas Gerais

A cooperativa dos produtores rurais do Serro foi fundada, em  janeiro de 1964, por 42 produtores rurais, com a finalidade de valorizar e proteger o Queijo do Serro. Presente nos municípios de Serro, Alvorada de Minas, Serra Azul de Minas, Santo Antônio do Itambé, Sabinópolis e Dom Joaquim, a ela agrega 145 produtores de queijo artesanal e de leite.

Além do trabalho com o queijo artesanal, a cooperativa tem mais de 600 associados e conta com 115 colaboradores,  atuando em cinco unidades produtivas: Fábrica de Laticínios, Fábrica de Ração e Supermercado, Entreposto do Queijo Minas Artesanal no Serro, e Loja do Ceasa, em BH.

Carlos da Silveira Dumont, o presidente eleito democraticamente já acumula oito mandatos consecutivos, estando no cargo há 21 anos.

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Deguste Queijo, Vila Velha ES

Produtores-mapa, Queijo

23 de setembro de 2019

Mineiros de Belo Horizonte, Lucia Vasconcellos e Arthur Andrade se mudaram para Vila Velha em 2014.

Lúcia e Arthur, fortalecendo a cultura do queijo artesanal no Espírito Santo. FOTO: Lúcia/Acervo pessoal

Queijos sempre foram a paixão do casal e a falta do alimento em terras capixabas os motivou a sempre buscar queijos do laticínio do tio de Arthur, Leiteria Nevada, para consumo próprio. Amigos começaram a pedir, as famílias dos amigos, os colegas de trabalho… perceberam que o negócio ia virar uma fonte de renda. Começaram a investir. 

Com a o crescimento da clientela, ele têm agora uma gama d queijos artesanais pouco conhecidos do Espírito Santo, de Araxá, do Serro e Canastra. Os mais vendidos são os do Onésio, Capão Grande, Ivituruy, GOA, Queijaria Bem Mineiro, Juá, entre outros. 

FOTO: Lúcia/Acervo pessoal

Lucia e Arthur fazem por amor, resgatam e repassam a historia queijeira de tantos produtores que vivem da renda e ainda não são tão conhecidos. “Valorizar o trabalho e estar em contato com eles é muito importante” diz Lucia. Sempre em busca de novidades frequentam eventos especializados em MG e no Brasil. Buscam se manter sempre atualizados no mundo de informações sobre os queijos artesanais.

A comercialização é em uma feira orgânica aos sábados e também trabalham com entrega à domicílio em Vila velha, Vitória e Serra-ES.

Localização: Av. Dr. Olivio Lira, 353, sala 204 Shopping Praia da Costa – Torre Leste, Vila velha – ES, 29101- 350

Deguste queijo
Tel 27 9 9767 2489
Instagram @degustequeijos


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50

Serra do Caroula, Serro-MG

Para Produtores, Produtores-mapa, Queijo

23 de setembro de 2019

A produção de queijo da mineira do Serro Maria Célia de Ávila e do Chef Helen Assunção é o encontro do global e do local.

Maria Célia de Ávila Pimenta, descendente de uma tradicional família produtora de queijo do Serro, em 2017 se casou com Helen Assunção, um chef com experiência internacional.

Queijo Minas Artesana Serra do Caroula. FOTO: Helen Assunção/Acervo Pessoal

A vontade dele de produzir queijos veio após conhecer Holanda, em uma das suas muitas viagens. Lá ele conheceu uma queijaria que despertou o sonho e inspirou a forma de organização de sua produção. Formado em gastronomia, trabalhou por 10 anos em Londres como Chef e foi executivo Chef do Restaurante East, em São Paulo. Mas foi no queijo do Serro que Helen encontrou sua inspiração.

Capelinha de Nossa Senhora das Dores. FOTO: Helen Assunção/Acervo Pessoal

O sonho do casal teve como cenário a Capelinha, símbolo de fé e devoção na região da fazenda Várzea do Ribeirão, onde o leite é transformado. A lactação é feita em duas ordenhas por dia, para favorecer o bem estar animal.

Um terroir mais que especial para fazer queijo. FOTO: Maria Célia/Acervo Pessoal

E aqui começa outra história, a Serra do Caroula empresta seu nome ao queijo e inspira a produção contemplada ao longe da janela da queijaria, que transforma o leite de vacas girolandas. O projeto atual do casal é transformar a propriedade em um local de visitação, onde as pessoas vão assistir todo processo da fabricação do Queijo.

Localização

Rodovia Mg 0-10 (Estrada Real) Vila Deputado Augusto Clementino (Mato Grosso) Serro – MG.

Facebook e Instagram Tel: +55 31 7338 4900

Pontos de Venda

Belo Horizonte: loja João Caipira

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Queijo Dona Lú

Produtores-mapa, Queijo

20 de setembro de 2019

O gosto pela vida no campo fez com que Paulo fizesse de tudo um pouco. Vivendo no sítio desde 2002 em Sacramento, MG, criou gado de corte, fez confinamento, começou a tirar leite… Mas a mudança definitiva para o ramo queijeiro veio através do seu funcionário de longa data, Eudes Gomides, que o fez afastar do trabalho pesado.

Paulo, Eudes e Luziana.

Paulo sempre gostou do queijo feito pela esposa de Eudes, Luziana Gomides. Ela foi a responsável da receita fabricada desde 2015, quando a produção de queijo se tornou a primeira fonte de renda da propriedade.

A construção da pequena queijaria foi certificada em 2019, após 4 anos de muito trabalho e conselhos do Ima e Emater. Tudo isso para a fabricação do Queijo Minas Artesanal meia cura de casca lisa.

Foto: Paulo César

“Temos imensa satisfação em produzir um queijo que é apreciado por todos e muito valorizado” conta Paulo.

A meta já alcançada é produzir 30 queijos por dia, preservando a vocação artesanal do queijo Dona Lú, tudo feito à mão com muito carinho.

Pontos de Venda

Vendinha Caipira – Ribeirão Preto

M Rodrigues – Ribeirão Preto

Rei do Queijo – Mercado Municipal – Ribeirão Preto

Contato

16 99720 4448 – Paulo César


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