MENU

Queijo
Categoria

70

Curso intensivo: panorama geral do queijo artesanal

Cursos, Destaque, Queijo

1 de setembro de 2019

3 dias de curso de fabricação, cura e gestão de queijaria com Marly Leite na Fazenda Caxambu (Sacramento, Minas Gerais).

Pela primeira vez, a queijaria Senzala abre suas portas para contar o segredo do seu sucesso, com o objetivo de fortalecer a cultura queijeira brasileira.

Durante 3 dias, aproveite para mergulhar na teoria e prática da fabricação e maturação de queijos de massa prensada crua, da produção do leite à gestão de planilhas para assegurar a traçabilidade do queijo a ser comercializado.

Os cursos serão oferecidos no último final de semana de cada mês, começa na sexta feira 8h da manhã e terminam no domingo 15h. Os participantes podem chegar na quinta a noite se preferirem, sem alteração do custo.

Programa e ficha de inscrição. Para inscrever: enviar a ficha de inscrição preenchida e assinada para [email protected]
O pagamento

O pagamento pode ser feito por transferência bancária para a Associação SerTãoBras:
– Caixa Federal
– Agência 0146
– Operação 003
– Conta corrente 3365-0
– CNPJ 10.246.584/0001-33

Ou você pode pagar pela loja do site (pagamento com cartão possível).

Ler artigo

414

Curso de Cura de Queijo na França

Cursos, França, Para Produtores, Queijo

30 de agosto de 2019

A Maison MonS oferece uma formação intensiva de Cura em imersão em suas caves de cura na França

O perfil buscado nas formações da Maison Mons é de profissionais já iniciados no universo queijeiro. “-  Para poder haver um melhor aproveitamento do conhecimento que transmitimos aqui” explica Laurent Mons, diretor do centro de formação. A formação de cura, para no máximo 6 participantes, dura 4 dias. O valor é de 2.300 euros, incluídos a alimentação, hospedagem e transporte interno.

Datas

Ler artigo

142

Festival Fermentar 2019

Para Produtores, Queijo

29 de julho de 2019

Cursos de cura e fabricação, degustações e análise sensorial… 3 dias consagrados ao queijo artesanal em Goiânia para aprimorar a arte de fazer e comer queijo.

A nova edição do Festival Fermentar será em Goiânia, após o sucesso da edição anterior em Brasília em 2018. Serão dois cursos de cura de queijos (níveis 1 e 2), curso de fabricação, curso de gestão de lojas de queijo e uma noite de degustações sensoriais de queijos e bebidas. As formações serão dadas por um dos maiores e mais respeitados especialista em maturação de queijos da França, Hervé Mons, ao lado de Débora Pereira, diretora da SerTãoBras, mestra queijeira da Guilde Internationale des Fromagers (França) e autora do blog Só Queijo do jornal Estadão.

O Festival acontece nos dias 24, 25 e 26 de agosto de 2019. O evento é uma iniciativa da SerTãoBras com os parceiros Dom Rico Artesanal, do comerciante Ricardo Avelino, da Queijos Bem Dito, do produtor Fabiano Dias, e do Teta Cheese Bar, da comerciante Marina Cavecchia.

Seja qual for seu perfil, produtor, comerciante ou amante de um bom queijo de qualidade, você é bem vindo para celebrar conosco nesse evento que promete revelar novos sabores .

Agenda dos curso

Curso de Cura de Queijos 1 – 8 h – R$ 620
Data: 24 de agosto – sábado – de 8 às 16h
Local: Instituto SENAI de Tecnologia – IST – Rua Professor Lázaro Costa nº 348 Vila Nova Canãa
Insrições e programa aqui

Curso de Gestão de Lojas de Queijos – 4 h – R$ 390
Data: 24 de agosto – sábado – de 18 às 22h
Local: Dom Rico Artesanal – Rua 1.137 N 241 Setor Marista – Goiânia –
Fone: (62) 4101-7765 – (62) 98341-2022
Inscrições e programa aqui

Curso de Cura de Queijos 2 – 8 h – R$ 620
Data: 25 de agosto – domingo – de 8 às 16h
Local: Instituto SENAI de Tecnologia – IST – Rua Professor Lázaro Costa nº 348 Vila Nova Canaã
Inscrições e programa aqui

Degustação e análise sensorial de queijos e bebidas – 2 h – R$ 350
4 Queijos Europeus e 3 Brasileiros em harmonia
Data: 25 de agosto – domingo – de 20 às 22h
Local: Dom Rico Artesanal – Rua 1.137 N 241 Setor Marista – Goiânia
Fone: (62) 4101-7765 – (62) 98341-2022
Inscrições e programa aqui

Curso de Fabricação de queijos lácticos – 8 h – R$ 620
Data: 26 de agosto – segunda-feira – de 8 às 16h
Local: Dom Rico Artesanal – Rua 1.137 N 241 Setor Marista – Goiânia –
Fone: (62) 4101-7765 – (62) 98341-2022
Inscrições e programa aqui

Feirinha de Produtores
Oportunidade para os consumidores de Goiânia conhecerem os novos sabores do queijo artesanal brasileiro.
Produtores interessados em participar: contactar Élvio Rocha – Trem Bom de Minas – 11 98236-6573

Inscrições

Podem ser feitas na loja do site ou depositando diretamente na conta:
Associação SerTãoBras – CNPJ 102465840001/33
Caixa Federal
Agência 0146
Operação 003
Conta corrente 3365-0
Favor fazer depósito identificado com seu nome e enviar comprovante pra o email [email protected]

MOTIVAÇÃO

Queremos com esse Festival promover a qualificação técnica de produtores do Estado de Goiás e Distrito Federal. E também formar um público consumidor conhecedor das sutilezas em torno da degustação do queijo artesanal brasileiro, sabendo que ao consumir esse produto estarão também ajudando a fortalecer uma cadeia emergente de produtores nacionais.

A missão do Festival Fermentar terá sido cumprida se cada participante sair inspirado pelo desejo de melhorar ainda mais a qualidade dos queijos brasileiros. Desejamos que pequenos produtores comecem a enxergar novas formas de produção que não se limitem ao queijo fresco, meia cura ou muçarela. 

Festival fermentar - Brasilia

O Festival Fermentar é para…

  • Produtores, filhos e netos de produtores que desejam aumentar o valor do seu produto, ao mesmo tempo que preserva o conhecimento da família; 
  • Profissionais do comércio de laticínios que desejam ampliar sua gama de produtos mais valorizados;
  • Profissionais de prestação de serviços relacionados ao queijo artesanal;
  • Profissionais que desejam desenvolver um novo ramo de atendimento técnico para produtores artesanais;
  • Profissionais ligados à gastronomia e nutrição;
  • Profissionais ligados às áreas de inspeção e vigilância sanitária, agrônomos, zootecnistas e extensionistas rurais;
  • Professores que desejam se aprimorar nesta área;
  • Estudantes de pós-graduação que desejam pesquisar sobre os mercados de queijo e/ou processos de maturação, gastronomia.
  • Consumidores e amantes do queijo, que desejam adquirir mais conhecimento sobre as melhores formas de consumo dos produtos.

Esperamos, durante o final de semana do Festival Fermentar, transformar o Estado de Goiás no centro do universo queijeiro nacional, favorecendo trocas de conhecimento, com a missão de fortalecer a cultura queijeira de todo Brasil.

Ler artigo

Feliz aniversário, SerTãoBras

Destaque, França, Queijo

24 de junho de 2019

Por Débora Pereira

Hoje, 24 de junho, é aniversário de 12 anos da nossa associação que luta pela defesa dos queijos de leite cru e pela valorização da cultura queijeira brasileira no planeta e no universo.

Queremos dar os parabéns para todos que nos apoiam e apoiaram nesses 12 anos de luta. Em primeiro lugar, muitos agradecimentos para nosso patrono Gabriel Andrade e sua filha Li An que em 2007 tiveram a brilhante ideia de democratizar os queijos da Canastra para além das fronteiras de Minas Gerais. De lá pra cá, são tantos nomes de pessoas tão queridas que o universo coloca em nosso caminho para ajudar que esse artigo fica pequeno para citar todos e não queremos fazer injustiça.

Esperamos com todas as ações que fizemos nesses 12 anos inspirar os produtores e consumidores brasileiros a pensarem não só no queijo de leite cru como um produto. Ir além: pensar em produzir queijo com práticas agrícolas e pecuárias o mais possível em harmonia com a natureza e bem estar do planeta. Como uma forma justa de trabalho, de subsistência.

Nosso próximo desafio, para fortalecer a cultura queijeira brasileira, é o Mundial do Queijo do Brasil. Contamos com todos vocês nessa grande festa para celebrar o queijo brasileiro no cenário internacional!

Um exemplo inspirador

FOTO: Débora Pereira

Essa semana estou em viagem de reportagens na Normandia e Bretanha, região Noroeste da França. Primeiro estamos visitando queijarias que fazem o verdadeiro camembert de queijo de leite cru. São produtores que fazem a resistência e continuam fabricando do modo tradicional. A maioria já mudou seu rebanho para a raça Normande, uma raça que dá menos leite, mas é mais rústica e nativa da região. Elas ficam quase o ano todo nos pastos. Entram para dormir nos estábulos só nas noites mais frias do inverno.

E nessa viagem ganhei de presente de aniversário da SerTãoBras conhecer a fabricação de queijo de leite cru dos meus sonhos. Uma queijaria que vive a filosofia de vacas felizes e através da agricultura orgânica produzem um dos melhores camemberts que já provei . No queijo, sentimos a aliança do terroir, da raça Normande e do bem estar animal que inclui o homem.

A queijaria se chama “Naturellement Normande” (Naturalmente Normande). Familiar, de um jovem casal. Janine (inglesa) e Denis (francês). Ela cuida da fabricação. Ele da agricultura e rebanho. Herdaram a fazenda com as vacas dos pais dele e decidiram construir uma queijaria.

Janine e Melanie, sua ajudante. FOTO: Débora Pereira/SerTãoBras

Chegamos no final da fabricação. Ela coloca uma concha coalhada do camembert na forma. Delicadamente. Do leite que ficou fermentando desde o dia anterior conservado em temperatura nunca mais fria que 12ºC . Ela espera 40 minutos para que essa primeira concha dessore para colocar a segunda concha. E assim sucessivamente, na paciência, até completar cinco conchas. Cinco horas depois ela vira e salga.

Atrás da queijaria, uma granja enorme para secar o feno. Tudo têm cheiro de erva. O pasto verde é cortado e colocado para secar num tablado que ventila ar quente na variedade de capins, trevos e outros matos nativos cheios de proteína e gordura. Essa é a preparação da comida para o inverno. Desde 2014 as vacas não comem mais nenhum alimento fermentado. O cheiro super agradável é sentido sutilmente no gosto de cada produto da fazenda, no leite, no iogurte, nos queijos, no doce de leite…

Nos finais de semana o leite é enviado para ser transformado na indústria para que a família possa ter seus momentos de lazer. “Nosso interesse é viver bem” diz Janine.

Depois, falando com o casal sobre a necessidade de preservar o leite cru e os verdadeiros “queijos de terroir”, que expressam no sabor a natureza do local, fiquei realmente emocionada com a opinião da Janine. “A razão que me faz amar fabricar queijos de leite cru é descobrir na mudança da natureza a mudança do gosto do leite, fabricar de forma natural e simples, tocar a massa, provar, observar a evolução do queijo em cada um dos 21 dias que ele fica em nossa cave, isso é ser artesanal, bem diferente do industrial”.

Ela conta também dos altos e baixos para pagar todos os empréstimos feitos para concretizar o sonho de uma fazenda “natural”. A granja de secagem e o ateliê de fabricação com a boutique não custaram menos que um milhão de euros, 40% subvencionado pelo governo regional e a União Européia. “Quando eu começo a ficar triste Denis me coloca pra cima, e quando ele baqueia sou eu quem motivo todo mundo” diz a forte Janine.

Camemberts depois da última concha. FOTO: Débora Pereira/SerTãoBras.

O próximo passo do casal é parar de usar fermentos do comércio. Eles estão estudando as bactérias locais com a ajuda da Universidade de Caën para substituir as bactérias de acidificação do leite.

São pessoas como estas, encontros como estes, que me fazem ter mais esperança em um mundo onde o queijo natural tem seu lugar como produto de uma agricultura consciente. Brasileiro, francês, chinês, vamos pensar no queijo sem fronteiras.

Saudável não só para os consumidores, sim para todo planeta. Esses produtores são resistentes. Persistem no coração da região onde o camembert industrial fincou seu monopólio. Onde apenas uma usina chega a fabricar 700 mil queijos por hora e o índice de suicídio entre produtores de leite é um dos maiores da França.

Excelente história para o dia de nosso aniversário, que sirva de exemplo e inspiração!

Ler artigo

125

Queijos Bello

Destaque, Produtores-mapa, Queijo

24 de junho de 2019

“Minha historia queijeira começa no Instituto de Laticínios Cândido Tostes onde fiz o curso técnico de laticínios por 3 anos, em 1970. E ali experimentei o meu primeiro queijo de mofo azul, feito pelo dinamarquês Hans Norremose em Minduri ” conta João Bello.

João Bello e sua esposa Lísia. FOTO: ARQUIVO PESSOAL DE 2015

Após anos trabalhando em outra área, em 2013 João começou a fazer maturação experimental a partir dos queijos minas artesanal feitos com leite cru, utilizando temperatura e umidade controlada. Ele viajou para a França para um estágio em Arras, na queijaria La Finarde. “Jean-François Dubois, que me foi apresentado por Débora Pereira, esclareceu muitas dúvidas sobre minhas experiências de cura, isso me permitiu criar uma versão de casca lavada do queijo minas artesanal de leite cru produzido por Wellington Vieira, da Queijaria Cruzeiro” explicou João.

João intensificou os estudos em cursos e seminários: com Cleube Boari, José Manoel Martins, Délphine Gehant e Hervé Mons. E voltou ao Instituto de Laticínios Cândido Tostes para fazer um curso de queijos. Além disso João destaca a importância dos livros de Múcio Furtado e João Pedro Magalhães e o Guia de Cura de Queijos da SerTãoBras.

Atualmente João faz maturação de queijos de casca lavada e com carvão. “Muito importante para minha formação também foram as viagens de estudo a regiões produtoras do queijo minas artesanal de leite cru e dos queijos paulistas, bem como a alguns produtores de queijos de casca lavada franceses” conta ele.

Os queijos são produzidos com leite de um único rebanho de vacas holandesas da fazenda Queijaria Cruzeiro, do produtor Wellington Vieira, o Casquinha, no município de Cruzeiro da Fortaleza, distrito de Brejo Bonito. São transformados no próprio local, no cerrado de Minas Gerais, logo após a ordenha.

Recursos e ingredientes utilizados

  • queijo da queijaria Cruzeiro (Cadastro IMA/GIP 312070060271)
  • controle da temperatura e umidade, salmoura e o caldo do próprio queijo pra fazer os cascas lavadas Bello e Zenith
  • controle da temperatura e umidade e carvão para fazer o Manoel
  • diferentes bebidas para fazer as maturações experimentais.
  • Jabuticaba e bagaço de cevada.
  • todos os mofos são expontâneos
  • não são utilizadas culturas industriais de qualquer espécie.

Gama de queijos especiais

O Zenith é um queijo de casca lavada maturado em duas fases, onde variam a temperatura e a umidade. O resultado é uma casca de cor avermelhada, às vezes com fungos naturais, ligeiramente adocicado, com picância discreta e cremosidade que persiste na boca.

FOTO: João Bello

Queijo Bello inspirado nos queijos franceses de casca lavada, ele é maturado em baixa temperatura e alta umidade por 4 a 5 semanas. Nesse processo o queijo Bello adquire textura amanteigado e aspecto cremoso. Seu aroma intenso contrasta com o delicado sabor.

FOTO: João Bello

Manoel é um queijo com maturação de carvão, em ambiente de baixa temperatura e alta umidade. O resultado é um queijo de casca escura entremeada de mofos naturais que contrastam com a massa branca do seu interior. Apresenta cremosidade acentuada, sabor delicado e aroma suave.

FOTO: João Bello

As delícias de ser um curador de queijos

Eu adoro ver a expressão de surpresa provocada em muitos ao degustar o queijo Bello, em função do contraste entre sabor, cremosidade e o aroma intenso (para alguns fedido mesmo). Esta família de queijos de casca lavada, pouco conhecida no Brasil, é bem difundida na França. Provoca desde reações de satisfação como de repulsa, gerando situações engraçadas e gerando polêmicas, como da possibilidade de o queijo estar estragado, o que é falso!” diz João Bello.

Isto tudo contribui muito para a expansão do conhecimento e da vontade das pessoas se lançarem a experimentar novas formas de cura que têm sido lançadas no mercado do queijo artesanal nos últimos tempos.

Atualmente, os queijos Bello já fazem parte de cardápios em restaurantes, prateleiras de empórios. “O mais incrível é ver meu queijo rechear um bolinho de bacalhau famoso em Belo Horizonte, da Taberna Portuguesa” diz João..

“Periodicamente participo de degustações em lojas e feiras, onde é possível interagir com os consumidores conversando sobre os “segredos” da maturação de queijos. Os destaques vem daqueles que se surpreendem com o fato de um queijo de mesmo origem e forma DE FABRICAÇÃO, serem tão diferentes um do outro, como o Bello, Zenith e Manoel” diz João Bello.

Pontos de Venda

Belo Horizonte

  • Casa Bonomi – Rua Claudio Manoel, 460. (031) 3261-8334
  • De-Lá – Rua Santa Rita Durão, 919. (031) 3225-6347
  • Néctar do Cerrado – Mercado Distrital do Cruzeiro – R. Ouro Fino, 452 – Cruzeiro, Belo Horizonte – MG, 30310-110, Brasil
  • Roça Capital – Mercado Central (031) 3789-8669 e Avenida Bandeirantes 1725
  • Feira Fresca Villa 211, rua Estevão Pinto, 211. Todo terceiro sábado do mês.

Brasília

Varanda Pães Artesanais – (61)30332002
Teta Cheese Bar – CLS 103 Bloco B Loja 34
Tarsitano Sabor de Origem – (61) 99983-4660

Rio de Janeiro

Queijo com Prosa – (21) 99754-2407
Na Venda Leblon – Rua General Urquiza, 67 Loja C. Leblon.

Salvador

Cave Queijos – Rua das Dálias, 37- Loja1- Pituba Salvador, Bahia

Ler artigo

176

Trem Bom de Minas

Destaque, Produtores-mapa, Queijo

17 de junho de 2019

Esse oásis mineiro em São Paulo é comandado por Élvio Rocha e Priscila Torres. O casal vende uma grande diversidade de queijos artesanais mineiros, doces e outros quitutes. E agora eles começaram a se aventurar em buffets queijeiros para casamentos.

FOTO: Élvio Rocha

História

Mineiro morando em São Paulo, Elvio Rocha precisava de uma renda extra no final do mês. Ligou para sua mãe para ajudá-lo e foi então que ela resolveu enviar queijos.

A “mãe” no caso era sua avó biológica materna, criado sem pai, a avó sempre o ensinou o valor de trabalhar. “Ela enviou os queijos e eu saí batendo de porta em porta, o dinheiro começou a entrar… Em 2009 eu estava insatisfeito com o trabalho e pedi as contas, decidi dedicar só ao queijo!” diz Elvio.

Neste mesmo ano criou a empresa Trem Bom de Minas e começou a ir em repartição pública, bancos, hospital e empresas vender queijos.. “Eu me apaixonei, mineiro é apaixonado por queijo uai, comecei a estudar o assunto e fiz todos os cursos de fabricação do Instituto Cândido Tostes e os de cura da SerTãoBras.

Especialização em cura

“Em 2017, eu já tinha uma câmara fria e entendi que, para levar o queijo ao seu melhor sabor, eu devia controlar a umidade e a temperatura da sala de cura” disse ele.

Em maio de 2018, Elvio viajou para França, fez o curso intensivo de cura na escola Mons Formação para conhecer todos os segredos da arte de maturar os queijos de Minas para os clientes paulistas.

Élvio Rocha no túnel de Collonges, da Maison Mons.

A maior dificuldade para Elvio, antes do curso, era o controle dos resultados, o mofo aparecia, sumia, precisava controlar mais. A precisão na gestão dos ambientes foi conseguida com ajuda de um amigo engenheiro elétrico.

Em melhores condições de temperatura (em torno de 12ºC) e umidade relativa do ar (mínimo 90%) a cura dos queijos melhorou muito, alcançando sabores e odores para todos os gostos!

Criações inspiradas na França

O queijo “Benza” minas artesanal de leite cru curado com mucor na casca tem fila de espera. “Trouxe um queijo Saint-Nectaire da França e colocamos pedaços da sua casca para contaminar o queijo mineiro, devagarzinho deu certo”.

Vendendo o queijo curado mais caro, Elvio passou a remunerar melhor os produtores. Ele visita as fazendas para dar conselhos técnicos e saber quais são as boas práticas de fabricação dos queijos que compra. “Não saber como o queijo foi fabricado dificulta o processo de cura.

Como sugestão, Elvio diz para trocar de coalho para evitar sabor amargo, prensar mais ou menos, mudar a dose do fermento lácteo e a criação de novas receitas.

Em Aiuruoca criou um queijo de massa prensada cozida, estilo parmesão, com manjericão na massa, inspirado no pesto. A casca é tratada no azeite de oliva cultivadas no mesmo terroir da fazenda produtora Dona Lena.

Hoje ele vende três tipos de cura: casca lavada com fermento vermelho (Brevibacterium linens), casca de mucor e casca natural. Esse último ele simplesmente deixa as bactérias naturais dos queijos se instalarem, sem lavar.

A esposa do curador Priscila Torres administra o negócio e os 7 empregados dedicados à cura, gestão de estoque, comercialização, eventos e limpeza. Eles revendem uma tonelada de queijo por mês, 50% de artesanal de leite cru e 50% de produtos de laticínios. “Meu novo projeto é começar a curar e vender queijos de outras regiões do Brasil, pois o nível nacional está aumentando muito” disse Élvio.

Priscila e Élvio.

O Trem Bom de Minas está todos os sábados na feira Qualquer Coisa da praça Benedito Calixto, n 85, São Paulo.

Contato

Facebook Trem Bom de Minas

Instagram Trem Bom de Minas

Tel: 11 2495 1922

Ler artigo