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Queijo
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Queijo canastra do Serjão

Destaque, Produtores-mapa, Queijo

23 de janeiro de 2020

Sérgio de Paula Alves, conhecido como Serjão, é produtor de queijo de vacas da raça Girolando e Jersey cruzada com Holandesa na cidade de Piumhi, na região da Serra Canastra. Um queijo de casca firme, mofo branco e interior macio e cremoso. O mofo aparece naturalmente, faz parte da natureza da sua fazenda, sem acrescentar nenhum fermento do comércio. Isso resulta em notas de champignon branco muito apreciadas pelos consumidores. O queijo pesa em torno de 1 kg.

Mofo branco que coloniza os queijos do Serjão. FOTO: Sérgio de Paula Alves/Acervo Pessoal.

A fabricação do queijo é 100% com leite cru. A maturação é feita no mínimo por 15 dias. As vendas são feitas diretamente ao consumidor, por internet (contactar por telefone ou redes sociais abaixo) ou na loja em Piumhi, MG.

O queijo é prensando manualmente no pano. FOTO: Sérgio de Paula Alves/Acervo Pessoal.

“O queijo foi o jeito de deixar o sonho de ir pra roça viável” disse Serjão.

Foram os avós de Serjão, Álvaro e Antônia, que inspiraram o neto a viver uma vida no campo. Mas ele não achava viável esse caminho profissional. Então primeiro foi estudar fora e trabalhou como corretor de seguros e cursou direito. Somente em 2015 ele se deu conta que a felicidade estava na roça e voltou para a fazenda da família.

Serjão cuida todos os dias da maturação dos queijos. FOTO: Sérgio de Paula Alves/Acervo Pessoal.

“Minha vocação era voltar a trabalhar com gado leiteiro, fazer queijo e tirar meu sustento dessa atividade” disse Serjão.

Queijo de qualidade reconhecida internacionalmente. FOTO: Sérgio de Paula Alves/Acervo Pessoal.

Prêmios

  • Mundial do Queijo de Tours na França em 2019, medalha de bronze com queijo de mofo branco
  • Mundial do Queijo do Brasil em 2019: 2 pratas e 2 bronzes
  • Prêmio Queijo Brasil: ouro no IV e no V, prata no III e V, bronze II, III, IV
As vacas felizes se alimentam exclusivamente de pasto no verão. FOTO: Sérgio de Paula Alves/Acervo Pessoal.

Queijo do Serjão

Contato

  • Vendas pelo telefone ou na loja física em Piumhi. Envio do queijo por correio ou transportadora.
  • Instagram
  • Facebook
  • Telefone: (37) 999567757

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Curso de fabricação com o francês Pierre Coulon

Cursos, Destaque, Queijo

21 de janeiro de 2020

O francês Pierre Coulon, conhecido por ter lançado a primeira leiteria urbana em Paris e por ter escrito o livro “Je fais mes fromages – 16 recettes de fromages frais à faire chez soi” (Eu Faço meus queijos – 16 receitas para fazer queijos frescos em casa) estará no Brasil de 21 a 23 de março de 2020 para dar cursos de fabricação na Belafazenda, em Bofete, São Paulo.

Programa

  • Dia 1 – 21 de março
    • Fabricação de dois tipos de iogurte (em estufa ou não, batido ou não) e tipos de compotas de frutas ideais como acompanhamento
    • Fabricação de queijos de coalhada láctica: normal, duplo creme, triplo creme (tipo St Félicien et Brillat-Savarin)
    • Fabricação de coalhada enzimática tipo Tomme de Savoie e de massa prensada crua tipo Reblochon
  • Dia 2 – 22 de março
    • Aromatização dos iogurtes
    • Enformar queijos lácticos com concha ou em saco de pré dessoramento
    • Fabricação de camembert em cura clássica ou com cerveja
    • Fabricação de queijo enzimático tipo vacherin
  • Dia 3 – 23 de março
    • Desenformar queijos lácticos: queijo pré-dessorado, queijo enformado tipo provençal e queijo fresco tipo patê para passar na torrada
    • Fabricação de queijo Halum
    • Fabricação de Labhné duro e mole
  • Horários: de 8 às 17h. Quem quiser acompanhar a ordenha é só chegar a partir das 6h!
  • Turma de 15 alunos no máximo.

Investimento: R$ 2.700. Inscrições aqui.

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Pardinho Artesanal – São Paulo

Destaque, Produtores-mapa, Queijo

29 de dezembro de 2019

Fotos Thomas Baccaro

Do alto dos montes íngremes de Pardinho, a 960 metros de altitude, a Fazenda Bela Vista produz os famosos queijos da gama Pardinho Artesanal, como o mandala e o cuesta. “Após 30 anos de seleção genética da raça Gir, a partir de um rebanho de linhagem indiana, começamos a perceber que os produtos feitos na fazenda (queijos, doce de leite e manteigas) tinham algo diferente em seu sabor. Dessa percepção veio, em 2013, a vontade de fazer queijos especiais, para evidenciar as peculiaridades do leite da raça Gir.”

“Para isso, sabíamos que era preciso buscar o que de melhor estava sendo produzido no mundo. Neste sentido, fizemos um programa de intercâmbio com produtores, técnicos e chefs franceses, buscando a base tecnológica para desenvolvermos nossos queijos, com suas características próprias, impressas pela Cuesta de Pardinho.”

Deste esforço inicial nasceu o queijo Cuesta, primeiro de Pardinho Artesanal e desde então não paramos de criar, sempre com o intuito de desenvolver sabores originais e que imprimam nossa identidade.”

“Logo entendemos que o método artesanal seria fundamental, aliado à maturação em caves subterrâneas, e a utilização das mais rígidas e avançadas técnicas de controle sanitário para viabilizar o uso do leite cru.

O rebanho, com 95 vacas em lactação, produz em média 700 litros/dia (2019).

Pardinho Artesanal faz parte do coletivo Caminho do Queijo Artesanal Paulista.

Prêmios

Cuesta – Ouro no Premio Queijo Brasil (2017)
Cuesta – Super Ouro no Mondial du Fromage em Tours (2019)
Mandala – Prata no Mondial du Fromage em Tours (2019)
Cuesta – Super Ouro no Mundial do Queijo Brasil em Araxá (2019)
CuestAzul – Ouro no Mundial do Queijo Brasil em Araxá (2019)
Mandala – Diamante no Mundial do Queijo Brasil em Araxá (2019)

Localização

Fazenda Bela Vista, na cidade de Pardinho – SP, Fica no alto da Cuesta, a 960m de altitude.

“Cuesta é uma forma de relevo em que colinas e montes têm um declive não simétrico, ou seja, suave de um lado e íngreme do outro. A palavra tem origem no idioma espanhol e significa encosta de uma colina ou monte. Em geologia e geomorfologia, cuesta refere-se especificamente a um cume assimétrico com inclinação longa e suave.”(Wikipedia)

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Canastra Raiz

Produtores-mapa, Queijo

27 de dezembro de 2019

Fotos Jayana Silva

Arlene e Aníbal Leite da Silva, da Fazenda Campo Formoso e Lapa, são produtores de queijo canastra em São Roque de Minas há mais de 3 gerações. Eles estão cadastrados pelo Serviço de Inspeção Municipal da prefeitura de São Roque de Minas.

“Sempre valorizamos o trabalho em família. Acreditamos que produzir e expandir nosso trabalho é nosso real objetivo: um queijo bem feito, caprichado, com sanidade e boas práticas” disse Aníbal.

Atrás a filha Janice, ao lado o pai Anibal e da mãe Arlene, na frente a filha Jayana e seus filhos Luiz Augusto e Ana Luiza.

O queijo canastra Raiz é vendido estilo tradicional, bem curado com sua casca amarela, e meia cura.

O rebanho de 112 animais de raça Girolando pasta em 69 hectares de terra aos pés da Serra da Canastra. As cachoeiras e toda atmosfera do terroir colaboram para a fabricação do autêntico queijo canastra.

“Estamos em processo de certificação pelo SIM de São Roque de Minas. Precisamos ainda de mais assistência e qualificação para avançar, estamos muito felizes com esse movimento de valorização está acontecendo pelo caminho da união dos produtores” disse o produtor.

Os queijos são vendidos no próprio local. A fazenda, que também é produtora de café, está aberta para receber turistas para ver o seu rebanho e conhecer as instalações.

Localização

Contato

Telefone: (37) 988284893
Email: [email protected]

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Sítio São José, Canastra

Produtores-mapa, Queijo

20 de dezembro de 2019

José Geraldo de Faria e sua esposa Helenice são produtores de queijo canastra no Sítio São José desde 2.000. Eles são a 4ª geração de produtores de queijo na família Faria.

FOTO: José Geraldo de Faria

A novidade é que a produção agora está certificada pelo Serviço de Inspeção Municipal – SIM de São Roque de Minas.

FOTO: José Geraldo de Faria

O rebanho é composto de 25 vacas de raça Girolando que pastam felizes em um terreno de 22 hectares (tem foto do rebanho e fazenda?).

FOTO: José Geraldo de Faria

A gama de queijos canastra é vendida no próprio local em várias maturações: fresco (1 a 7 dias), meia cura (7 a 15 dias) e curado (a partir de 21 dias). Os visitantes podem ainda se regalar com biscoitos caseiros, doces e leite cru. (tem fotos desses doces e biscoitos?)

FOTO: José Geraldo de Faria

A fazenda recebe visitas turísticas e de clientes.

À esquerda José Geraldo e à direita seu amigo Anilton, freguês de anos mora em São Paulo. FOTO: Acervo Pessoal

“Fazemos queijo canastra desde criança, quando eu ajudava os meus pais na lida da roça. Percebemos que o queijo canastra agora representa uma mudança na vida, nós acreditamos nisto. Eu e minha esposa Helenice trabalhamos com muita luta e dificuldades, mas graças à Deus estamos aqui, com coragem para melhorar nosso queijo cada dia mais” disse José.

Contato

Telefone (37) 9 9903 9022 (José Geraldo)

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Fazenda Zágaia, Serra da Canastra

Canastra, Produtores-mapa, Queijo

10 de dezembro de 2019

O casal Everaldo e Talita Borges são de uma família que produz queijo canastra desde 1974. Eles criam um rebanho de 36 vacas leiteiras de raça Caracu e Pantaneiro e cabras da raça Saanen.

FOTO: Everaldo Borges

A propriedade de 75 hectares tem a natureza típica dos campos da canastra e abundância de águas claras.

A fazenda fica no distrito São João Batista da Serra da Canastra, acessível pela estrada dos Leites ou por dentro do parque (verificar horários da portaria).

Queijo maturado no café. FOTO: Everaldo Borges

O tradicional canastra de casca natural é proposto em versão meia cura ou curado. Everaldo inova também com casca curada no café ou envolvida em cera de abelha, para preservar a umidade do queijo. A gama de queijos é enriquecida com massas filadas (cabacinha e nozinho) e queijos cabra.

FOTO: Everaldo Borges

A fazenda Zágaia recebe visitantes que podem ver a fabricação e desfrutar de outras delícias artesanais mineiras feitas no local: linguiça, doces caseiros, açúcar mascavo, carne de lata, verdura orgânica, ovos caipiras, pão de queijo e pastel.

“Todos os nossos produtos são naturais, sem conservantes, e feitos a mão. Nossa manteiga é de verdade, com o creme do nosso leite e sal, da forma mais simples e benéfica para a saúde” disse o produtor.

FOTO: Everaldo Borges

Os produtos da fazenda são vendidos no próprio local, por encomenda ou em feiras do distrito São João. A filha do casal, Evelyn Veronily, ajuda na venda das feiras, uma futura empresária do queijo!

FOTO: Everaldo Borges

Desde o início de 2019 o produtor começa a investir na formação de um rebanho caprino. “Queremos diversificar nossa produção para aumentar a venda local e deixar satisfeitos os clientes que vêm até aqui” disse Everaldo.

As cabras embelezam a paisagem da fazenda. FOTO: Everaldo Borges

Contato

Para visitas na fazenda: Everaldo – Tel: (34) 9 9952 3758
Email: [email protected]
Talita Borges no WhatsApp (35) 9 9764 2163
Facebook: Fazenda Zagaia
Instagram: QueijosZagaia

Everaldo com o queijo curado na cêra de abelha e o amigo Richard Rasmussen, apresentador de TV natural de São Roque de Minas. FOTO: Acervo Pessoal.

A Zagaia, uma velha história

O nome Zágaia foi batizado em homenagem à mítica fazenda Zagaia, onde viveram seus antepassados, hoje desapropriada e localizada dentro do parque. “Temos uma ligação forte com a história dessa fazenda e isso nos motivou a utilizar o nome em nossos produtos” conta Everaldo.

Muito antes da criação do PN da Serra da Canastra, a região era ocupada por fazendas em que a principal atividade era a criação de gado bovino. Em determinadas épocas do ano os rebanhos eram conduzidos para o mercado mais próximo, na região de Sacramento. Um trajeto longo, em que os peões passavam dias viajando. Próximo a Desemboque, o único local para descanso era esta fazenda, que também funcionava como estalagem. O peões e mineiros que por ali passavam ficavam hospedados na ida e na volta. A primeira parte da viagem transcorria sem maiores problemas, mas na volta, já com o dinheiro da venda do gado, eram convidados pelos proprietários da fazenda a pernoitarem no quarto maior pelo preço do menor, sem saber que escondida no teto, uma zagaia estava pronta para ser lançada sobre os incautos viajantes. A Zagaia consistia de uma peça de madeira com grande quantidade de pontas de ferro e era amarrada logo acima da cama, bem próxima do telhado. A outra ponta da corda ficava no quarto ao lado, aonde esperavam os bandidos. Ao escutar o viajante se mexendo na palha da cama, soltavam a corda e zagaia despencava, cravando suas pontas no cliente adormecido. Depois de roubar-lhe todos os pertences e dinheiro, jogavam o corpo em um precipício nos fundos da fazenda. Certa feita, um peão presenteou uma das escravas da fazenda com um rolo de fumo na sua viagem de ida. Condoída com a possibilidade de ver seu benfeitor morrer, já em seu retorno, a escrava o avisou da armadilha e se escondendo em outro ponto do quarto, o peão aguardou que os bandidos acionassem a Zagaia e depois matou a todos terminando com uma longa série de assassinatos. A fazenda ainda existe mas está em más condições.” Fonte: http://serradacanastra.tur.br/atracoes/historia/


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