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50 tons de queijos brasileiros no Mundial do Queijo da França

Concurso, Consumo, Cultura, Destaque, Queijo

14 de junho de 2019

Queijo de casca mofada de todas as cores, queijos de cabra, queijo coalho do nordeste, queijos com recheios, passados no cacau, no óleo de pequi, recheado com nozes e damasco… “A cena do queijo brasileiro não é mais só o queijo Minas artesanal, vemos uma diversidade muito maior” observou a mestra queijeira Claudine Vigier Barthélemy, que vem ao Brasil em agosto em uma viagem da delegação da Guilde Internationale des Fromagers para conhecer de perto as nuances do nosso queijo.

Algumas mesas do concurso de queijos e produtos lácteos de Tours.
FOTO: Arnaud Sperat Czar/SerTãoBras

Em 2017, só participaram do concurso produtores de Minas Gerais e a maioria dos queijos foi o minas artesanal. Esse ano, embora as duas campeões de volume de queijo apresentado no concurso tenham sido as associações da Canastra (Aprocan) e Serro (Apaqs), com 35 e 24 peças respectivamente, teve queijo coalho, queijo de cabra do Rancho das Vertentes (ganhou ouro), queijo de búfala da Ilha de Marajó (ganhou prata), os queijos paulistas de leite de vacas Gir e Jersey da Pardinho, como o Cuesta (que ganhou super ouro) e o queijo Sinueiro de kefir da Bela Fazenda (prata). Lista completa das medalhas de brasileiros (PDF).

Os brasileiros Marcus Pinheiro, da Ilha de Marajó (esquerda) e Vanessa Alcoléa da Pardinho foram jurados no concurso. FOTO: Arnaud Sperat Czar/SerTãoBras

“Quem é o representante comercial que exporta seus queijos?” Foi a pergunta mais ouvida pelos brasileiros, feita pelos donos de lojas de queijos e distribuidores que passaram para provar. Não temos legislação que valorize esses queijos e permita vender. “E como seus queijos entraram na França?” era naturalmente a questão seguinte. Isso ainda nos constrange, entraram nas malas, escondidos.

Os brasileiros Ligia Falcone e Edson Cardoso (à esquerda) também foram jurados.
FOTO: Arnaud Sperat Czar/SerTãoBras

OURO BRANCO BRASILEIRO

“De tanto que essa legislação ainda atrapalha, ela acaba ajudando. Ela faz nascer na gente um sentimento de resistência, a coragem de atravessar fronteiras com nosso ouro branco” disse um produtor que não quis se identificar. Por outro lado, essa ação gera desconforto. Ninguém gosta de ser clandestino.

O russo brasileiro Mark Rozhanskiy observa um queijo em sua mesa.
FOTO: Arnaud Sperat Czar/SerTãoBras

A alegria dos brasileiros, chorando em frente ao comissariado do concurso na hora da publicação dos resultados, foi contagiante. “Sentimos que colaboramos para o crescimento do queijo brasileiro e isso nos motiva, sabemos que muitos produtores enfrentam exigências sanitárias muito rígidas para terem sua certificação sanitária e que o reconhecimento internacional ajuda a validar a saúde desses queijos” disse Michel Lefevre, comissário do concurso.

A mineira Marly Leite, de Sacramento, foi jurada com dois colegas suíços.
FOTO: Arnaud Sperat Czar/SerTãoBras

“Que prazer ver que vocês estão melhorando muito em técnicas de cura” disse Fabienne Effertz, jurada belga que julgou o capim canastra, primeiro queijo brasileiro a ganhar medalha na França em 2015. “ É incrível ver que vocês conservam o gosto exótico e selvagem do terroir brasileiro, de vacas que dão um excelente leite, é muito perceptível o sabor diferenciado” disse ela.

Christelle Lorho, campeã do concurso de MOF em 2019, foi homenageada com uma cesta de queijos e produtos brasileiros quando passou no stand e provou cada um dos queijos. “Nunca recebi na minha vida tanto carinho de um grupo de produtores como vocês, estou muito motivada e chegar no Brasil em agosto” disse ela.

A diversidade de sabores fervilhou com as degustações propostas no stand para os visitantes, com alimentos bem brasileiros: cachaças, caju seco como ameixa com queijo coalho artesanal do Rio Grande do Norte, mel de jandaíra com o queijo paraibano Serro do Pico, pimenta biquinho com queijo Bem Dito de Goiás …

O queijo Bem Dito, do produtor Fabiano Dias de Goiás foi comparado a um queijo reblochon, pela sua cremosidade e cobertura branca. FOTO: Arnaud Sperat Czar/SerTãoBras

“A sorte do nosso stand foi que ficamos em frente a um outro de geléias de frutas e doces artesanais em barras” disse Maricell Hussein, produtora de leite em Araxá. Ela já fez queijo há 20 anos, mas desistiu com as dificuldades da legislação. “Hoje vender nossa produção diária de 2 mil litros para a cooperativa dói no bolso, estamos mudando de ideia para começar a fabricar, fiquei muito curiosa para conhecer novos queijos em um grande salão e sair do minas tradicional, que já tem muita gente produzindo historicamente” disse ela. Depois do mundial, ela vai fazer um curso intensivo de cura “para poder escolher qual queijo quero fazer” disse Maricell.

Marcus Pinheiro (Ilha de Marajó), Rolando Barthélemy (Guilde des Fromagers), Cecília Pinheiro (Ilha de Marajó), Débora Pereira (SerTãoBras) e Michel Lefevre (comissário do concurso). FOTO: Arnaud Sperat Czar/SerTãoBras

Um dos queijos que causou mais admiração foi o da Ilha de Marajó, dos produtores Marcus e Cecília Pinheiro. “Essa tecnologia de fabricação não existe no Brasil, uma massa láctica desnatada que fermenta naturalmente por horas e em seguida é dessorada e esfarinhada como um queijo cheddar, para de novo ser enriquecida em creme e cozida, é incrível, não temos nada igual por aqui” disse Laurent Mons, diretor do centro de formação Mons para profissionais.

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Teta Cheese Bar

Destaque, Produtores-mapa, Queijo

27 de maio de 2019

Visitar o Teta é sempre uma supresa. O cardápio do bar gira de acordo com a disponibilidade dos queijos e muda toda semana. Para os mais gulosos, é possível levar pra casa uma peça ou um pedaço do seu queijo preferido. A dica é pedir os conselhos da “cheesemonger” Marina Cavechia para saber com quais alimentos ou bebidas combinar cada queijo!

A loja conta com sempre com 25 tipos de queijos, podendo chegar a 50 ou 60 dependendo da época do ano. Os queijos são principalmente de Minas Gerais, São Paulo, SC, Brasília, Goiás e Nordeste. Um queijo coalho de Aracaju é uma das peças raras.

Três ambientes

“O Teta não é grande, mas muito aconchegante. O maior desafio foi adaptar a venda de queijos às tecnologias resfriamento que têm hoje no Brasil. Ainda não avançamos muito nesse setor por aqui” disse Marina.

O espaço é dividido em três ambientes. Na frente, uma vitrine refrigerada com os queijos brasileiros. Vaca, cabra, ovelha, búfala, pasteurizado, cru, com mofo branco, com mofo azul, casca lavada, com cinza de carvão vegetal… ao lado dela uma estante expõe os queijos sem refrigeração, de massa dura, que tem grande rotatividade. Os queijos são vendidos a granel e em pedaços. Dando continuidade à loja, o balcão do bar vendide chops e cervejas artesanais. Atrás do balcão e na sobreloja mesinhas acolhem os clientes. No quintal, é possível comer queijo e tomar cerveja debaixo de uma linda mangueira.

História

O Teta Cheese Bar nasceu da ideia de três amigos. Marina Cavechia, mineira criada em BH, André Vasquez de Porto Alegre e Pablo Julio, de BH, planejaram o empreendimento por dois anos e inauguraram em 15 de Março de 2018.

Antes, Marina tinha uma sociedade com André. Eles montaram junto um clube de cervejas por assinatura, “ohmybeer”. Após três anos, Marina se apaixonou por queijos e começou a se especializar no assunto. Fez todos os cursos possíveis no Brasil: com Hervé Mons, David Asher, Delphine Geahnte, e o curso de imersão de cura no centro Mons de Formação na França.

A ideia inicial era abrir uma loja especializada, mas acabou evoluindo para o conceito de cheese-bar. Pablo Julio entrou para o trio para dar o toque gastronômico no bar. O chef de cozinha Gabriel Rogério também ajudou a construir o conceito do Teta.

FOTO: Rodrigo Ribeiro

Educação queijeira

O Teta é parceiro da SerTãoBras no Festival Fermentar, que teve sua primeira edição em agosto de 2018.

Festival fermentar - Brasilia

Facebook – Teta Cheese Bar

Instagram – Teta Cheese Bar

Tel: 61 99223 8429

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Leiteria Santa Paula

Destaque, Produtores-mapa

7 de maio de 2019


Paula Vergueiro. FOTO: Débora Pereira/SerTãoBras

Situada em São José do Rio Pardo ( SP) Paula Florence Vergueiro é produtora de leite desde 1992. Ela iniciou em 2013 a sua produção queijeira. Ela fabrica queijos frescos pasteurizados: tipo boursin, ricota, coalhada seca e doce de leite.

Em 2018 Paula certificou a queijaria com o SISP e espera em breve, com a regularização do selo arte, vender para todo Brasil. Ela faz parte do coletivo Caminho do Queijo Artesanal Paulista, profissionais reconhecidos pela inovação das receitas no cenário do queijo artesanal brasileiro.

O fresco natural é escorrido em tecido permeável – e não em formas convencionais. O resultado é uma massa macia, cremosa e sem furinhos.

O fermier (boursin) é uma receita exclusiva da produtora, seguindo a linha de queijos frescos. São bolinhas supercremosas temperadas e imersas no azeite. Em duas versões: com ou sem condimentos.

FOTO: Paula Vergueiro

Paula possui um rebanho de vacas Girolando criadas a pasto e sem aplicação de hormônios. “O bezerro é criado ao pé da vaca, o bem estar animal para nós é prioridade!” disse Paula. Com suplementação para garantir a boa saúde.

A fazenda fica a 254 quilômetros de São Paulo e recebe os visitantes para degustações e um delicioso café da manhã. A fabricação pode ser assistida através da janela da loja.

Queijos da Leiteria Santa Paula. FOTO: Lucas Terribili/Caminho do Queijo Artesanal Paulista

Paula participou dos cursos de queijo com Hervé Mons e Débora Pereira no Festival Fuja do Padrão com Hervé Mons e Débora Pereira em São Paulo em 2017. Futuramente, ela pretende criar queijos com mofo branco.

Pontos de Venda

Museu da Gula – Ribeirão Preto

Quitanda – São Paulo

Galeria do Queijo – São Paulo

Emporium Fiusa – Ribeirão Preto

Onde: acesso pelo km 257 da Rodovia SP 350 – Estrada São José do Rio Pardo a Casa Branca. 

Horário de atendimento: seg. a sex., das 7h às 17h, e sáb., das 7h  às 12h

Contatos: (19) 99776-8645

Redes sociais: http://instagram.com/LeiteriaSantaPaula / Facebook.com/Leiteria-Santa-Paula-301409933390414

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Queijaria Bolderini

Destaque, Produtores-mapa, Queijo

25 de abril de 2019

Quinta geração de produtores de queijo, o casal Felipe e Talita Bolderini fazem queijos frescos, curados e manteiga em Pindamonhagaba, São Paulo.

A Queijaria Bolderini começou há quase 100 anos na atividade leiteira, quando o bisavô Ivo Couto iniciou sua atividade no Sítio São Benedito, no pé da Serra da Mantiqueira. Aproveitando o baixo custo das terras no estado, devido a crise mundial do café, Ivo vendeu sua propriedade no sul de Minas e comprou uma fazenda em Pindamonhangaba, SP.

As atividades na fazenda foram paralisadas na década de 70 e retomadas em 2000, quando o bisneto de Ivo, Darrier, junto com sua esposa, Luiza Bolderini decidiram reiniciar sua produção leiteira na propriedade.

Em 2018 o Sr Felipe Bolderini (quinta geração da família) e sua esposa Talita, decidiram voltar para suas origens, deixando para trás a carreira na área industrial. Iniciaram uma pequena produção artesanal de queijos, que já fazia parte da tradição de seus avós.

FOTO: Talita Bolderini

Diante do significado de família e sempre buscando o melhor do campo, surgiu a Queijaria Bolderini, que tem o desejo de manter viva a sua história. A agropecuária é feita de maneira natural, com vacas no pasto e bezerro ao pé da vaca.

“Queremos que nossos queijos estejam presentes na vida dos consumidores e que levem suas complexidades de sabores e as qualidades que prezam” diz Talita.

GAMA DE QUEIJOS

FOTO: Talita Bolderini

Queijo Malacaxeta:sabor suave, massa compacta e com variação no seu tempo de maturação, a partir de 15 dias.

FOTO: Talita Bolderini

Queijo Canário com banhos regulares de urucum, sua maturação chega a ser de 30 dias. Com casca alaranjada, como canários e por dentro leve cor amarelado e sabor suave.

FOTO: Talita Bolderini

Grana Fideli a partir de técnicas italianas com sabores acentuado e textura granulada.

Eles produzem também malacaxeta com cachaça, queijo temperado e manteiga.

Contato:

(12) 99776-0045 whatsapp

http://instagram.com/queijaria_bolderini

http://facebook.com/queijariabolderini

[email protected]

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Capril Rancho das Vertentes

Destaque, Produtores-mapa, Queijo

17 de março de 2019

Caprinos da raça Saaen

O Capril Rancho das Vertentes foi criado em setembro de 2014 em Barbacena-MG por Edson da Costa Cardoso, Eloisio Francisco e suas respectivas esposas Sandra Canton Cardoso e Rosangela Canton Francisco, com foco em produção e venda de leite de cabra se beneficiando da altitude e do clima ameno do Campo das Vertentes na Serra da Mantiqueira e sua posição estratégica.

A construção do Capril por opção foi totalmente focada em uma construção rústica utilizando sempre que possível materiais ecologicamente corretos e que pudesse passar conforto aos animais que são tratados no modelo de confinamento.

“Atualmente temos um plantel com mais de 100 animais com controles rígidos para os aspectos zootécnicos e sanitários e com produção superior a 100 litros/dia” explica Edson da Costa Cardoso, um dos sócios do Capril. “Focamos inicialmente em 2014 na entrega de leite in natura para a Caprilat (empresa responsável por produção de leite UHT e leite em pó de cabra com entregas nas maiores redes de supermercado do país)” ele completa.

Filiação à ACCOMIG

Desde o início o Capril se filiou a ACCOMIG (Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais) trabalhando com animais registrados e de procedência de Criadores reconhecidos dentro da Caprinocultura brasileira.

Em 2015 o capril passou um período de capacitação com cursos de fabricação de queijos realizados na ACCOMIG, oficinas com a Heloisa Collins do Capril do Bosque em Joanópolis-SP e Daniel Martins do Queijo com Prosa e cursos da Universidade Federal de Viçosa. Após o período de capacitação foi iniciado o projeto para construção de um laticínio  focado em uma linha artesanal utilizando somente o leite produzido na propriedade sem adição de produtos químicos ou conservantes onde é controlada a operação desde a ordenha dos animais até a entrega do produto final, toda produção inicial foi degustada por amigos que ajudaram no refinamento dos produtos e definição do portfólio.

Em 2016 foi encerrada a entrega de leite para Caprilat e foi realizada uma parceria com o Sítio Solidão em Miguel Pereira no Rio de Janeiro onde é fornecido leite in natura e em colaboração é trabalhado um tipo de queijo. Foi assinado um convênio com a Embrapa para participação no Controle Leiteiro e do programa Capragene de melhoria genética de Caprinos.

Em 2017, foi dada continuidade ao processo de melhoria com a participação de cursos, viagens internacionais para troca de conhecimento, formação de parcerias e apoio à iniciativas que agreguem valor à produção artesanal.

 “Além das vendas que efetuamos para os nossos amigos no Rio de Janeiro e Minas, vendemos para empórios no Rio, Campinas, Tiradentes e Ouro Preto, iniciamos um trabalho com a Junta Local e participamos de eventos como o Brunch cultural na casa de eventos Lajedo, eventos fechados da Casa Valduga no Rio de Janeiro e com queijos em palestras na Semana de Gastronomia em Tiradentes, Semana da Mesa em SP e no Rio Gastronomia.” (ver lista completa abaixo)

Terruá das Vertentes

Queijo Terruá das Vertentes, leite cru de cabra.

Terruá das Vertentes, feito de leite cru

Um dos destaques do portólio de queijos do Capril é o Terruá das Vertentes. Um queijo produzido artesanalmente com leite cru, utilizando o iogurte de cabra como fermento e com uma cura entre 15 a 30 dias em câmara fria. “Seu sabor suave, delicado e cremoso“, explica Edson.

Névoa das Vertentes

O Névoa das Vertentes possui um moderado e aromático sabor de leveduras. Coberto com carvão vegetal e mofos brancos, o queijo apresenta uma fina e úmida camada. Em processo de maturação, adquire uma casca esbranquiçada e rugosa, com leves indícios de bolores brancos e pretos.

Terruá Faixa de Carvão

Inspirado no Morbier Francês, o queijo possui uma faixa de carvão vegetal com alecrim cortando sua massa. Seu tempo de maturação é de no mínimo 2 meses.

Terruá Imperial

Com uma premiação, o Terruá é uma variação do Terruá das Vertentes, com uma massa compacta e suave sua maturação varia de 3 a 6 meses.

O resgate da tradição mineira com leite cru através do Terruá das Vertentes proporcionou nosso reconhecimento no mercado de produtos tradicionais de qualidade e elogios em eventos de gastronomia“. Edson Cardoso.

Edson espera que o Capril seja incluído no programa do Queijo Minas Artesanal da região das Vertentes, onde atualmente só há políticas para queijos com leite de vaca.

Para complementar, o Capril ganhou um dos prêmios de maior relevância no mercado lácteo nacional na Expolac 2016 promovido pelo Instituto Cândido Tostes na categoria Destaque Especial com um Cheesecake com geléia de morango artesanal.

Contatos:

Site do Capril Rancho da Vertentes – Facebook – Instagram

E-mail: [email protected]

Telefone: +55 32 99151-8489

Lista de pontos venda:

>> Rio de Janeiro

Empório NAVENDA – General Urquiza 67 – Leblon
Empório São Roque – ver site
Junta Local

>> São Paulo

Mestre Queijeiro
R. Simão Álvares, 112 – Pinheiros
Pelo site do Mestre Queijeiro:
www.provala.com.br/queijo-terrua-faixa-de-carvao

www.provala.com.br/queijo-nevoa-das-vertentes

>>Tiradentes

Ouro Canastra – Rua Direita, 189 Rampa das Flores – Loja 8 – MG

>> Espirito Santo

Meatropolis
Rua Henrique Moscoso, 256 – Praia da Costa – Vila Velha.

>> Brasília

Tarsitano Sabor de Origem
Asa Norte Comércio Local Norte 412 BL E Loja 68 – Asa Norte
Teta Cheese Bar

Tarsitano Sabor de Origem
Asa Norte Comércio Local Norte 412 BL E Loja 68 – Asa Norte
Teta Cheese Bar
Asa Sul Comércio Local Sul 103 BL B Loja 34 – Loja Sul

>> Belo Horizonte

Roça Capital
Avenida Augusto de Lima 744 – loja 268
Tel.: 31 3789 – 8669

Casa Bonomi
Av. Afonso Pena, 2600 – Funcionários.

>> Bichinho

Mazuma Mineira
Rua São Bento, 300 – MG.

>> Belém

QJO Queijos Artesanais
TV. Dr. Moraes, 584 – Nazaré.

>>Bahia

Oxé de Minas
Av. Juracy Magalhães Júnior, 1624 – box 15 A – Rio Vermelho, Salvador.

>> Florianópolis

Aoqueijo
https://www.instagram.com/aoqueijo/?hl=pt-br

Portfólio de Produtos

1) Terruá das Vertentes (Leite cru com cura entre 15 e 30 dias);
2) Camponês (A versão do Terruá das Vertentes com leite pasteurizado);
3) Névoa das Vertentes ( Inspirado no Crottin Francês)
4) Frescal de Cabra
5) Trufadinho das Vertentes (Frescal recheado com doce de leite ou goiabada)
6) Boursin em conserva (Conserva nas versões: Ervas Finas, Pimenta Rosa e Orégano e Tomate Seco, além do Natural.

7) Boursin tipo Massa (Queijo Fresco, com baixo teor de sal e suaves aromas típicos de leite de cabra.

8) Terruá Imperial (Com maturação de 3 a 6 meses, sua massa é compacta com um sabor suave).Boursin em pasta (Temperos de tomate seco, pinhão, nozes, damasco, ervas finas ou Pimenta rosa e orégano);
9) Terruá Faixa de Carvão
10) Ancestral das Vertentes (Um dos queijos italianos mais conhecidos no mundo. Sua maturação é de pelo menos 1 ano. Feito 100% com leite de cabra)Sabonetes;
11) Hidratantes.

12) Iorgute (Natural, sem adição de açúcar e conservantes. 100% de leite de cabra)

13) Cheesecake (Doce elaborado com Boursin com cobertura de goiabada, doce de leite ou geleia de morango).

14) Bolinhas de Boursin (Bombom recheado com queijo Boursin).

Prêmios

  1. IV Queijo Prêmio Brasil​:
  • Medalha de ouro com o queijo Camponês;
  • Medalha de prata com o queijo Terruá Faixa de Carvão, Terruá        Imperial e Ancestral das Vertentes;
  • Medalha de bronze com o queijo Terruá das Vertentes e Faixa de Carvão Imperial.
  1. Primeiro Campeonato Estadual de MG para queijos de cabra​
  •  Medalha de ouro para o queijo Camponês e bronze para o queijo  Frescal.
  1. III Queijo Prêmio Brasil​:
  • Medalha de ouro e super ouro com o queijo Terruá Faixa de Carvão;
  • Medalha de bronze com o queijo Camponês, Terruá das Vertentes e Terruá Imperial.
  1. Minas Láctea 2017 – Terceiro colocado categoria “Destaque Especial”.
  2. Expolac 2016– Campeão categoria “Destaque Especial”.
  3. Frente da Gastronomia Mineira – Homenagem dos 30 mineiros com maior destaque na gastronomia em 2016.

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Bicas da Serra: Queijo Minas Artesanal

Destaque, Para Produtores, Produtores-mapa, Queijo

6 de março de 2019

Feito por José Orlando Ferreira, produtor de Carrancas, o queijo Minas artesanal Bicas da Serra é uma das referências a não deixar de conhecer no Circuito Trilha dos Inconfidentes, no Campo das Vertentes, uma microrregião mineira incrustada entre o sul de Minas, o Oeste e a Zona da Mata.

FOTO: José Orlando/Acervo Pessoal
FOTO: José Orlando/Acervo Pessoal

José Orlando, nascido e criado na região, decidiu honrar a tradição de seu pai e avós. A família produz queijo há mais de 80 anos nas terras que rodeiam a famosa cachoeira ‘das Bicas’ de Carrancas.

Por isso o queijo foi batizado de Bicas da Serra. “Procuramos manter a tradição da nossa família, mas também pensamos em aprimorar técnicas de qualidade e sustentabilidade” disse José Orlando. Desde 2011 ele vem participando de cursos e treinamentos com o apoio da EMATER de Carrancas além de exames e testes para atingir a qualidade desejada.

“O total respeito ao bem estar do animal, ao meio ambiente e o cuidado na fabricação do Bicas da Serra trazem continuamente a qualidade que buscamos no queijo. Nossa filosofia de agropecuária, junto com o clima, altitude e o relevo dão as condições necessárias para o resultado especial provado no nosso queijo artesanal” disse Orlando.

O leite de vaca cru, saudável e integral é ordenhado mecanicamente e chega à queijaria sem nenhum contato externo, onde são fabricadas em média 20 peças diariamente pelo próprio José Orlando, que acrescenta apenas o coalho, pingo e sal. “Meu gado realmente fica a pasto o ano inteiro, na seca pasteja aveia, azevém, milheto… só do um pouco de ração na hora da ordenha” detalha o produtor.

Depois de fabricado, o Bicas da Serra é levado para sala de maturação em prateleiras de madeira, curado pelo menos 15 dias. FOTO: José Orlando/Acervo Pessoal

O interesse pela arte de produzir queijo artesanalmente segue crescendo e José Orlando continua aprimorando seus conhecimentos. Participou do curso de cura com a professora francesa Delphine Géhant entre outros treinamentos.

O queijo Bicas da Serra já levou quatro premiações:
– Ouro em São Roque de Minas 2018, microrregião Campos das Vertentes.
– Ouro no artesanal com mofo no III Prêmio Queijo Brasil 2017.
– Prata no 20° Festival de Gastronomia e Cultura de Tiradentes em 2017.
– Bronze no II Prêmio Queijo Brasil em 2016 no artesanal tradicional.

FOTO: José Orlando/Acervo Pessoal

Você pode encomendar o queijo Minas artesanal Bicas da Serra direto com o produtor José Orlando:
– (35) 99700-4999 (só what’sapp, na fazenda não funciona sinal de celular)
[email protected]

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