Experiência e reconhecimento no ofício

A história deste casal com o queijo é uma história de amor. Ednar Djezzar Pereira e Neila Cristina da Costa Pereira contam que são fruto de mais de 200 anos de tradição queijeira na Serra da Canastra. “Somos filhos de produtores e fomos nascidos e criados em meio a essa tradição. Sempre vivemos do queijo e não pretendemos mudar essa história”, conta Neila.

Eles são os brasileiros que fizeram o queijo que conquistou a primeira medalha de prata na França, em 2015, quando trabalhavam na Fazenda Capim Canastra. Depois, já trabalhando na Fazenda Capivara, Neila ganhou de presente do proprietário Holorico Soares o curso intensivo de cura na Mons Formation para que não desistisse da profissão de queijeira. “Durante este curso tivemos que desenvolver diferentes maturações de queijos. Eu e meu esposo Ednar criamos um queijo de textura bastante cremosa que o Holorico gostou e o chamou de Cremeux. Então ele resolveu inscrever este queijo no concurso da França em 2021 e lá ganhamos medalha de ouro”, diz.

Ao todo o casal ganhou quatro medalhas francesas: uma de Ouro e duas de Bronze na Fazenda Capivara, com o Queijo do Johne juntamente com a Fazenda Sinhana; e uma medalha de Prata na Fazenda Capim Canastra. Mesmo não sendo os proprietários dos queijos premiados, esta conquista veio pelas mãos deles e por isso se sentem tão honrados e reconhecidos pelo ofício. Assim eles estão cultuando o que foi ensinado pelos pais e hoje já dão continuidade à tradição ensinando tudo para a filha Geovana.

As premiações são uma consequência do trabalho sério feito pelo casal queijeiro. Fotos: Arquivo Pessoal

Atualmente, Neila e Ednar estão trabalhando na Fazenda Estrela, que fica no município de São Roque de Minas, na Serra da Canastra. Em uma parceria com o proprietário Aécio de Oliveira, eles assumiram a fazenda como administradores. Agora, além de produzir queijos de qualidade, eles são responsáveis por toda a gerência e estão obtendo sucesso desde o valor agregado ao produto até a visitação de turistas na propriedade.

Para fazer o Queijo Minas Artesanal, de leite cru, são beneficiados cerca de 150 litros por dia, com matéria-prima somente da Fazenda Estrela. As vacas são em sua maior parte da raça girolando e se alimentam soltas ao pasto. Durante a seca forte, há complementação com silagem de milho.

Em abril de 2022, Neila participou do curso “Revisitando o queijo Canastra”, com os professores Hervé Mons, Débora Pereira e Arnaud Sperat Czar

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