MENU

(0) Comentários Produção, Produtores-mapa, Queijo

Queijaria Jeito de Mato

A Queijaria Artesanal Jeito de Mato fica em Fernandópolis, no interior de São Paulo. O projeto nasceu há cinco anos, uma forma criativa de sair da crise financeira que o jornalista Diego e sua esposa Débora encontraram.

“Não tínhamos dinheiro para fazer o aniversario de 1 ano de nosso filho, foi quando Débora me deu a ideia de produzir e vender queijo fresco, ofício que eu havia aprendido a fazer com meus pais.” Diego Trevisan

Logo as pessoas sentiram o diferencial de um queijo artesanal, feito com todo capricho na cozinha do casal. As vendas começaram direto ao consumidor e quem comprava queria de novo, o que foi motivando mais os dois.

Queijo frescal, que leva cerca de 10 litros de leite. FOTO: Diego Trevisan/Queijaria Jeito de Mato.

No começo, o sítio tinha duas vaquinhas que davam 13 litros por dia. Tinha o medo de comprar leite de fora e não conseguirem pagar aos fornecedores. Hoje são 25 vacas da raça girolando, as quais 13 se encontram em produção de 80 litros diários,  a alimentação é a base de pastagem, enquanto que, na época da seca as vacas são alimentadas com silagem de milho.

Para comportar a produção, atualmente, outros 200 litros de leite são comprados em duas  fazendas vizinhas que também criam vacas de raça girolando.

Em 2014, iniciaram a venda através do Facebook, postando fotos e recebendo encomendas via telefone e WhatsApp, apenas dentro da cidade.
Eles têm uma gama bem diversificada de queijos:

– queijo Frescal
– Requeijão Caipira
– Ricota
– Minas Padrão Meia Cura ou maturado até 35 dias
– Queijo Terra Moça, de leite cru maturado por no mínimo 60 dias em câmara de cura.
– Frescal Temperado.

Requeijão caipira é ideal para dar um toque cremoso às receitas. FOTO: Diego Trevisan/Queijaria Jeito de Mato

Contudo, nem tudo são flores no mundo dos queijos autênticos. Em final de julho de 2017, Diego e Débora foram surpreendidos com a visita dos fiscais do escritório estadual de Defesa Agropecuária (EDA/SP).  85 kg de queijo foram apreendidos e destruídos, inclusive o queijo de leite cru Terra Moça, que o casal estava cuidadosamente curando desde janeiro de 2017 para participar do III Prêmio Queijo Brasil. Queijos frescos, nozinhos de massa filada, requeijões, queijos meia cura, curados: tudo no lixo. “- É uma grande frustração, uma sensação de injustiça, nosso queijo é feito com todo capricho, nunca tivemos notícia de alguém ter se sentido mal, pelo contrário, os clientes sempre voltaram por estarem satisfeitos com a qualidade do produto” desabafa Diego.

Terra Moça, de leite cru, é curado no mínimo 60 dias. FOTO: Diego Trevisan/Queijaria Jeito de Mato.

O casal foi proibido de comercializar os queijos até que fizessem todas as adequações exigidas, laboratório, vestiários, piso etc.

Da cozinha a fabricação já migrou para uma nova queijaria. FOTO: Diego Trevisan/Acervo Pessoal

Ainda falta a parte da compra das embalagens e confecção dos rótulos e realizar as análises do leite, água e queijo.
Caso não haja nenhuma outra interrupção ou prorrogação de prazo o retorno da produção está previsto para segunda quinzena de abril deste ano.
Enquanto isto, Diego que há mais de quatro anos se dedica somente ao ramo de queijos vende o leite que produz para um laticínio e fabrica queijos apenas para consumo próprio, já que, desde a notificação o casal teve que encerrar suas atividades de venda.
Whatsapp: (17) 99702-6383

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *