Desafio de registrar queijo é foco do 2º dia de Simpósio de Queijos Artesanais

Representates de produtores e técnicos oficiais debateram em evento em Porto Alegre
Por Hannah Sultan
No segundo dia do 2º Simpósio de Queijos Artesanais Brasileiros, realizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o foco foi legislação e o desafio de registrar um queijo. Representantes do Ministério da Agricultura, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Associação dos Produtores de Queijo Canastra (APROCAN) debateram o contexto e as dificuldades no sistema de legalização de um queijo artesanal.
A palestra “Experiências em Certificação e Registro de Queijos Artesanais” reuniu Paulo Henrique de Matos Almeida, da APROCAN, e Manoel Junior, da Associação dos Produtores Artesanais do Queijo Serro (APAQS). Ambos mostraram as dificuldades e as conquistas das associações de queijos artesanais. Manoel Júnior, o vice-presidente da associação, falou, particularmente, nas dificuldade que a APAQS enfrenta com produtores que usam o nome “Queijo do Serro” de forma fraudulenta. Também lamentou a desarticulação que a associação tem enfrentado nos últimos anos.
Antes dessa palestra, foram convidados Cláudia Vasques, do IPHAN, José Carlos Ramos, do MAPA, e Paulo André Niederle, da UFPR para explicar o processo de registro de um queijo, ou qualquer outro produto artesanal, e as diferenças entre uma indicação geográfica ou de procedência, e denominação de origem. A apresentação mais esclarecedora foi feita por Cláudia Vasques, coordenadora de registro do departamento do património imaterial do IPHAN. Ela falou do processo de registrar um bem material e imaterial, usando a culinária como o exemplo diferenciado, no discurso dela.
Depois dos painéis houve a apresentação dos 30 posters inscritos, com representação de 5 estados e 13 entidades de pesquisa.
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