Diversidade dos queijos artesanais brasileiros é debatida em simpósio

A falta de mão de obra consistente e assistência técnica, o êxodo dos jovens das regiões rurais e as dificuldades com a fiscalização dos produtos são alguns dos problemas comuns na produção artesanal de queijos.

Por Hannah Sultan

O 2º Simpósio de Queijos Artesanais do Brasil, começou nesta terça-feira e vai até quinta-feira, 7, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Mais de 350 pessoas de 17 estados do Brasil se inscreveram, das quais quase metade são agricultores familiares. O simpósio abriu com a palestra “O que explica a diversidade dos queijos artesanais?”, que foi debatida pelas professoras Renata Menasch e Juliana Santilli e pelo mestre queijeiro Fernando Oliveira, dono da loja A Queijaria em São Paulo.

Depois, houve uma apresentação de queijos artesanais produzidos no Rio Grande do Sul, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Cada dos nove representantes dos queijos apresentados (queijo artesanal Serrano, queijo colonial, queijo coalho, queijo tipo creme e tipo manteiga, queijo Canastra, queijo do Serro, queijo Marajoara, e queijo de búfala da Ilha de Marajó) apresentou os desafios, gargalos e conquistas para a produção dois produtos, todos feitos a base de leite cru.

Além disso, todos falaram sobre o processo de produzir o queijo. Enquanto alguns enfrentam adversidades únicas, como a sazonalidade na produção de leite entre os produtores da Ilha de Marajó, muitas compartilham as mesmas dificuldades. A falta de mão de obra consistente e assistência técnica, o êxodo dos jovens das regiões rurais e as dificuldades com a fiscalização dos produtos são alguns dos problemas comuns. O simpósio continua na quarta e quinta-feira, com palestras como “experiências em certificação e registro de queijos artesanais”, “avanços e limites da legislação brasileira para queijos artesanais”, e um sessão de apresentação dos posters inscritos.

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