Produção de queijo no Serro faz parte da cultura e da história de Minas Gerais

No último fim de semana, o programa Terra de Minas, da rede Globo, dedicou um programa especial ao queijo, produto que já faz parte da identidade de Minas Gerais. Tão antiga quanto as cidades históricas do Serro e Diamantina, a receita do tradicional queijo perdura por gerações até os dias de hoje, mas enfrenta desafios. Isso devido às novas exigências sanitárias que não condizem com a situação dos pequenos produtores, que são prejudicados e impedidos de comercializar o produto fora do estado.

Reportagem do Terra de Minas, da Rede Globo (18/5/2013)

Terra de Minas queijo do Serro from SerTãoBras on Vimeo.

No Serro, cidade histórica próxima a Diamantina, o queijo artesanal também é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial do Brasil. E a produção do queijo na cidade é tão antiga quanto o casario do centro histórico.

Os primeiros bandeirantes chegaram na cidade em 1702, em busca de ouro. O Arraial das Lavras Velhas cresceu e virou Vila do Príncipe. Mas o ouro não demorou a acabar. Com a descoberta de diamante no Arraial do Tejuco, atualmente Diamantina, a região começou a prosperar. E o Serro vira uma cidade administrativa, sede de uma comarca. Os sobrados são lembrança desta época.

Nesta fase de prosperidade, as fazendas da região tiveram que se desenvolver para produzir alimentos para toda a comarca. E a produção do queijo artesanal começou a ganhar fama. As fazendas ainda produziam açúcar e cachaça.

E, atualmente, as propriedades da região mantém a receita original do queijo, tanto os ingredientes quando o modo de preparo.

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