vigilância sanitária solitária

Por Leonardo Dupin

Durante o Ciclo de Debates em Vigilância Sanitária, que aconteceu em Belo Horizonte entre os dias 21 e 23 de julho, realizado pela Anvisa, a palestrante Gisélia Santana Souza,professora pela Universidade Federal da Bahia e Doutora em Saúde Pública, respondeu a uma questão sobre as barreiras sanitárias que hoje impedem a livre circulação do queijo minas artesanal e de outros produtos da agricultura familiar. Veja o que ela diz sobre o tema:

Fala de Gisélia Santana Souza no ciclo de debates da Anvisa de SerTãoBras on Vimeo.

Veja todos os videos do Ciclo de Debates em Vigilância Sanitária na página da Anvisa:

*Esse trecho foi extraído dessa página:

“O trabalho da vigilância sanitária não é um trabalho solitário, nunca deve ser um trabalho solitário. E quando eu digo solitário não é porque é uma pessoa só, não é nenhum saber só, são múltipilos saberes.

Então é isso que eu queria terminar dizendo. Com relação à questão da tradição eu concordo em gênero, número e grau com Raquel, que nós temos que respeitar as tradições.

E eu acho, olha, eu vou ser assim bem radical: é hipocrisia, hipocrisia não, exacerbação do papel do estado querer controlar coisas que nós nos criamos, vivendo e vendo isso isso e a gente querer controlar.

Isso é um absurdo, isso não é a essência da essência do controle de risco.

Sabe por que? Sabe do que a população brasileira está morrendo?

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76% da população brasileira tem doenças crônicas. E o quadro no Brasil, as pessoas estão morrendo hoje é de obesidade, diabetes, hipertensão, causada por grande consumo de sal, consumo de bebidas alcoólicas e outras coisas que podem ser inclusive reguladas no nível macro do sistema e macro do processo de consumo no Brasil.

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Não é no consumo de um queijinho que você vai estar criando problema.

Não vai estar criando problema, e nem com o acarajé, nós já convivemos com acarajé a vida inteira, comemos acarajé, de vez em quando dá uma diarreiazinha, que qualquer um pode ter comendo qualquer coisa.

Mas acarajé não está matando as pessoas. Só se comer todo dia, por causa da gordura não pode.

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Mas não é o risco do acarajé que está matando as pessoas não. Nem do queijo também.

Portanto, eu acho que temos que respeitar as tradições, nós não podemos ser hipócritas.”

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