Mandassaia e Tracbel

Ao nos dirigirmos a Mandassaia (nome de abelha silvestre que produz mel) onde se daria a reunião, Zé Américo, que dirigia, e Santiago que acompanhava nos favalavam um pouco também da cena que ia mudando.

Mandassaia e Tracbel, 23.000 hectares ao todo, faziam parte de uma fazenda que foi vendida para o Incra para assentamentos há cerca de 10 anos. As famílias assentadas tinham em geral, lotes de 40 hectares cada.

Víamos algumas casinhas semi acabadas, tudo ia parecendo mais árido, desolado, terra dura de trabalhar e muitos murundus, dizem milenares, ninguém sabe bem explicar, lembram enormes cupins, mas nelas cresce vegetação, e o maior uso de que se fala é do gado macho que coça os chifres nelas. Parecem mesmo algo pré-histórico. Vê-se nas grandes fazendas produtivas, mas não na abundância que ali se via.

E ao lado de algumas casinhas, cisternas. As mais antigas implantadas pela Cáritas Diocesana e novas, da Sertãobras.

Ao chegar na sede de Mandassaia, onde está a Escola Municipal Tiradentes que agora centraliza a educação das crianças da região, não havia como não notar o lixo ao redor, o que verificaríamos em outros cantos ao longo do caminho, mas perto da escola? “Será que não poderiam fazer uma vez por mês dia de campo ecológico com os alunos?”

A reunião já ia acontecendo. Fazia parte de uma série programada ao longo da implantação das cisternas para troca de informações com os beneficiados sobre funcionamento e responsabilidades (Ver Termos de compromisso) e para fomentar um senso de comunidade. Alonso, coordenador do IDS e executor do projeto, falava com os moradores dos cuidados básicos a tomar com as primeiras chuvas. Como as cisternas recebem água que escoa por calhas dos telhados, essencial deixar primeiro que as chuvas limpem toda sujeira das telhas para então permitir a entrada das águas nas cisternas. Falou também da

importância do uso de sementes de moringa, cultivada na região, para purificar as águas e providenciar nutrientes importantes para a saúde. (Ver Cuidados com água das cisternas).

O pessoal da Sertãobras foi recebido com alegria. Vera e Gabriel foram prestigiados por Alonso e José Luiz Nunes, Secretário de Obras da Prefeitura de Janaúba, que relataram os vários feitos do casal ao longos dos anos na região, com pesquisas, plantio e distribuição de gramíneas e leguminosas para melhoria da agropecuária local, e não de menos, as boas festas ocasionais. Salientou Nunes que a doação das cisternas seria mais uma história a acrescentar à “LENDA VIVA”  GDA e Vera, que têm o prazer de passar para os netos!

Após a homenagem, foram passadas informações gerais sobre o local das doações, e mais específicas das cisternas. O calor era muito, mas bravos guerreiros, Gabriel e Vera acompanharam tudo, atentos.

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