Associação Pimenta de Espelete

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Hoje visitamos a Associação dos Produtores de Pimenta de Espelete. Martine Damois é presidente da Associação há 8 meses.  Ela possui 7500 pés de pimenta, trabalha com turismo rural e tem uma pousada. A Associação foi criada em 1992 por 7 produtores, e hoje tem 140 filiados. Possui 3 funcionários: 2 técnicos e 1 administrativo. Também existe um conselho administrativo composto por 13 produtores eleitos em assembleia geral.

Em 2000 a associação conseguiu o selo AOC e houve uma grande adesão de produtores.  A região impressiona pela quantidade de pequenas propriedades, de trabalho familiar e a diversidade de atividades que são desenvolvidas em cada uma delas.

A pimenta, que há tempos era uma renda complementar, passou a ser a principal fonte de renda dos produtores. Cada um adota uma estratégia de venda diferente e recebe total apoio da associação. Alguns vendem para restaurantes, outros para lojas especializadas, outros pela internet. A associação recebe do governo o necessário para cobrir 25% de suas despesas e cada produtor repassa à associação 0,22 € por Kg de pimenta fresca vendida. Toda renda da associação é revertida em apoio técnico, que se restringe apenas ao cumprimento do caderno de normas, e marketing do produto.

Todo produtor mantém um controle interno da quantidade produzida e vendida e estes controles são auditados pela empresa certificadora ou pela própria associação. Por ano, 20% dos produtores são auditados.  Para Martine Damois, a principal dificuldade encontrada após a certificação foi a implantação dos controles de produção. Em um primeiro momento todos os produtores de recusaram a fazer, mas com o passar do tempo, eles foram aderindo aos controles por perceberem os benefícios que eles traziam. O segredo para o fortalecimento da associação é ser rígida no cumprimento do caderno de normas.

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