GIR: um dos menos insustentáveis

Gabriel Andrade

Por Gabriel Donato Andrade

Diante de tanta discussão hoje em dia sobre ambientalismo, a criação de gado é a cadeia produtiva mais ‘atacada’ pela mídia e pelos ambientalistas. Pensando, então, em uma alternativa para a produção de carne e derivados do leite, que seja sustentável, eu aposto na criação do gado GIR.
Esta é uma raça que vem das regiões indianas de Rayputana e Baroda, das montanhas de Gir, ao Sul de Katiawar. É um tipo de gado que se destaca pela sua ‘rusticidade’, ou seja, se contenta com pouco pasto, pode ser tratada com alimentos fibrosos e é apta para trabalhar e dar leite. A vantagem é que já aprimoramos muito seus atributos econômicos no Brasil.
A pelagem do Gir é vermelha ou amarela, sempre bem pigmentada. Seu temperamento dócil contribuiu para a expansão no Brasil. Em Calciolândia, há atividade leiteira há pelo menos 80 anos, e só temos evoluído. Embora a ordenha mecânica seja uma prática bastante adotada para a maior parte do rebanho, fazemos questão de ordenhar manualmente as vacas GIR puras, pois elas não se adaptam bem à ordenha mecânica. O leite é abundante, e como se pode ver no vídeo abaixo, as vacas estão bem confortáveis.

No próximo dia 26 de novembro, acontece um leilão virtual do GIR.