Histórico
Vindo da Ásia para o coração da selva peruana, Iquitos, a partir de 1983, o tuktuk, também chamado de motocarro ou mototaxi, pode ser usado para o transporte de passageiros ou cargas.
No Peru, revolucionou o leque de transportes, gera hoje milhares de empregos e complementa o sistema nacional de transportes públicos, onde esse não alcança.
Ágil e econômico, quando comparado aos carros, e com maior capacidade de carga se comparado às motos, o motokar surgiu como uma solução de transporte bastante democrática, acessível mesmo ao pequeno produtor, através de linhas especiais de microcrédito. Alimenta uma cultura de microempreendedorismo hoje bastante forte nesse país.
Fontes oficiais apontam que, no Peru, havia, em 2008, cerca de 245 mil motocars e 500 mil motocicletas, e que, mesmo perante um contexto de desaceleração industrial, a fabricação de motocicletas no país aumentou 20% em apenas um ano, chegando a 15.552 unidades em 2009. Em 2010, está previsto que, com a retomada da economia, essa variante cresça em até 40%[1].
Esse ‘boom’ de motokars permitiu que se desenvolvesse toda uma indústria de montagem e homologação no Peru, assim como a produção de marcas nacionais de triciclos. Mas, essas marcas não conseguem competir com os exportadores asiáticos, que produzem em grande escala e oferecem preços bastante competitivos.
Apesar da proximidade geográfica e cultural entre os dois países, o motokar é, ainda, desconhecido no Brasil, onde não há incentivos para o investimento nem legislação dirigidos à fabricação ou comercialização de triciclos.
[1]Instituto de Estudios Económicos e Sociales – Sociedad Nacional de Industrias. Reporte Sectorial nr 20, Febrero 2010.






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