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São João das Três Ovelhas – Serra da Mantiqueira

Destaque, Para Produtores, Produção, Produtores-mapa, Queijo

7 de novembro de 2017

São João das Três Ovelhas é uma pequena queijaria localizada no coração da Mantiqueira, a 1.600 metros de altitude. Chamada de Terra Fria, a região tem temperaturas bem abaixo da média da cidade – Gonçalves (MG).

A produtora rural e engenheira de alimentos Mariângela Abreu é a responsável pela produção na queijaria São João das Três Ovelhas. Ela cria ovelhas da raça alemã East-Frisean, raça predominantemente leiteira e muito antiga originária do Oeste da Republica Federal da Alemanha.

A propriedade está no coração da Mantiqueira, a 1.600 metros de altitude, na Terra Fria, município de Gonçalves que é uma região de temperaturas bem abaixo da média da cidade de Gonçalves, no sul de Minas Gerais.

“Nossas ovelhas vivem soltas, em equilíbrio com a natureza. Alimentam-se de gramíneas nativas e orgânicas, bebem água de fonte natural protegida e compõem a paisagem.”Mariângela diz.

Ovelhas da Queijaria São João das Três Ovelhas.

A criação de ovelhas começou em 2013. Em 2015 foi construída a queijaria e no ano seguinte a comercialização .

“Nossa atenção está no bem-estar animal, na riqueza genética, na produção de leite de alta qualidade, na preservação ambiental e na produção de derivados de leite de ovelha.” Mariângela diz.

O trabalho é feito com o rigor técnico e cultura artesanal. A produção é em pequena escala, com a menor automação possível, para manter a alta qualidade. Tudo isso, aliado ao frescor e silêncio das montanhas, é sentido no sabor e aromas do queijo. Queijos com presença, queijos com cultura gastronômica.

“Produzimos e maturamos queijos artesanais, respeitamos a tradição queijeira e consideramos também o desenvolvimento do presente.” Mariângela diz.

Mesa de queijos montada com os produtos da Queijaria São João das Três Ovelhas

A queijaria valoriza muito a aliança entre o  produtor e o consumidor. Um dos maiores orgulhos da queijaria é oferecer produtos naturais no conceito da”teta à mesa”.

“Pequenos produtores são peças fundamentais para geração de riquezas e de emprego no campo. Quando o consumidor compra direto do produtor, fomenta negócios rurais e riqueza local.” Mariângela diz.

Com a produção de queijos, a fazenda busca agregar valor a vocação gastronômica da pequena Gonçalves, que é grande em sua biodiversidade, tem topografia montanhosa e clima romântico.

A queijaria também recebe visitantes interessados em conhecer os produtos e a produção, as visitas são agendas pelo site São Jõao das três Ovelhas

Contatos:

Site

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Venda direta com o produtor através do email contato@tresovelhas.com.br

Pontos de Venda

São Paulo:  A Queijaria
Campinas:  Mater Organica
Ribeirão Preto: Vila Beef 

 

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Canastra Pingo de Amor – Fazenda Campo Alegre

Canastra, Destaque, Para Produtores, Produtores-mapa, Queijo

7 de novembro de 2017

Para Lucilha tudo começou muito cedo, quando ela ainda era criança ela teimava em ajudar sua mãe nos afazeres do queijo. Com 8 anos de idade ja sabia fazer a ordenha das vacas de forma manual. Sempre muito apegada à roça, ela teve dificuldades na cidade quando foi se dedicar aos estudos

“Sair pra cidade pra estudar foi uma época difícil, não me adaptei e na quarta série tive uma forte depressão, eu não estava no meu mundo.” Lucilha.

Canastra Pingo de Amor.

Ela ficou um ano tratando esta depressão em casa, neste período ela aprendeu mais sobre a fabricação do queijo e ficou responsável pelo curral e a queijaria da fazenda dos pais.

“Após o tratamento voltei pra escola mas, não me encaixava no mundo urbano e devagarinho fui voltando pra roça.” Lucilha.

Aos vinte anos Lucilha se casou com André e tiveram sua primeira filha a Luiza. No começo, eles ainda não criavam gado, mas a paixão de Lucilha pelo queijo foi crescendo e em 2012 eles começaram a se programar para começar a produção na fazenda do casal que fica nas Buracas, zona rural de São Roque de Minas.

Queijo Canastra Pingo de Amor produzido por Lucilha embalado para venda

“O André se associou à Aprocan e construímos o curral, começamos a produzir queijos na mesma época que Marina minha segunda filha nasceu .” Lucilha.

Eles criam cerca de 30 vacas em lactação.

“Procuramos sempre manter o número e investir para melhorar cada vez mais a qualidade do queijo, nosso gado é meio Holandês, Girolando e Caracu, de tudo um pouco”. Lucilha.

Grande parte da fazenda ainda é  campo nativo, numa altitude acima de 1150 metros e solo bastante arenoso. O terreno é cercada por pequenas matas nascentes de águas cristalinas.

Lucilha exibe orgulhosa os queijos Canastra de sua produção.

Hoje Lucilha trabalha na fabricação do queijo diariamente e uma ajudante ordenha as vacas e zela pela qualidade do leite. O Canastra Pingo de Amor participou do II prêmio queijo Brasil e foi premiado com prata e bronze.

“Resolvi ousar e arriscar alguns queijos especiais e levá-los ao III prêmio queijo Brasil e fomos premiados novamente em todos eles…Isso nos mostra que devagar estamos no caminho certo e tenho certeza que páginas dessa história surgirão diariamente.” Lucilha.

Lucilha e seu marido mantêm a simplicidade da vida no campo e transmitem isso para suas duas filhas que estão crescendo e aprendendo a valorizar e a cultura de sua região

“Marina adora os bichinhos que tem lá, cuida,de todos com muito amor… Luiza é muito responsável e já aprende a cuidar dos queijos” disse a mãe.

Marina, filha mais nova de Lucilha, abraçando o “Prosinha” na fazenda Campo Alegre.

Contatos

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E-mail: marialucilha@hotmail.com

Pontos de Venda:

Goiânia = Estância do Queijo Empório

Rio de Janeiro = Queijo com Prosa DariquimProdutos D.O.C

Brasília= Tarsitano Sabor de Origem

Belo Horizonte = Empório Nacional BH

São Paulo =Espaço de Minas

Campinas =Empório Fazenda

Aracaju=Queijeira Del Rey

Teresópolis =Coisas da Mantiqueira

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Estância Maldonado em Sacramento MG – Produtora Poliana Pontes

Para Produtores, Produtores-mapa, Queijo

6 de novembro de 2017

Zootecnista e especialista em nutrição de gado leiteiro Poliana trabalhou por muitos anos em grandes fazendas leiteiras. Depois do nascimento de seu filho mais novo, ela e se seu marido Fabiano Maldonado resolveram começar um projeto próprio: uma Fazenda em Sacramento Minas Gerais.

“Eu queria ter mais tempo para cuidar dos meus filhos, hoje meu mais velho tem 9 anos  e o mais novo 4” disse Poliana.

Após uma tentativa de trabalhar com a venda de leite para laticínios eles começaram a conhecer melhor os processos de fabricação de queijos artesanais e se apaixonaram pela cultura e tradição que envolvem o processo.

 

Queijo Minas artesanal de leite cru produzido pela Poliana na Estância Maldonado.

 Contatos:

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WhatsApp: 34 9223-7131

Pontos de vendas em Sacramento:

Supermercado Maísa

Loja de conveniência Posto Trevo

 

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Baú de lendas Artesanato

Canastra, Produtores-mapa, Queijo

23 de outubro de 2017

Neta e filha de produtores de queijo Canastra, Nilce Santos ainda era criança quando aprendeu a receita do queijo.

“Não era por obrigação,mas porque já amava o queijo, a roça os animais…E hoje tudo que me leva a resgatar essa identidade” Nilce Santos.

Nilce morou 10 anos longe da Canastra, ficou alguns anos em em Belo Horizonte e depois se mudou para a cidade de Franca, no interoir de São Paulo.

“Saí de Vargem Bonita em uma época de dificuldade para o município e toda a região.Os jovens não tinham trabalho, e saíamos para estudar e trabalhar.” Nilce Santos.

Formada em Letras, Nilce não chegou a exercer a profissão, sua verdadeira paixão é o artesanato que acabou sendo um fator decisivo para traze-la de volta à sua terra natal. Vargem Bonita, às margens do rio São Francisco e a porta de entrada para a Cachoeira Casca D’anta, uma das maiores atrações da Canastra que atrai turistas do Brasil. Um ambiente perfeito para Nilce que queria montar um atelie de artesanato para poder viver e aprimorar sua paixão. Em fevereiro de 2002  foi inaugurado o  Baú de Lendas que hoje já conta com duas lojas: uma em Vargem Bonita e uma  São Roque de Minas, cidade a  25 km de distância.

Nilce com seu irmão Nilson ” Pititinho” e seu filho Nicolas, no interior do Baú de Lendas exibem queijo Canastra meia cura

A loja Baú de lendas é focada em trabalhos artesanais voltados para valorização da região da Canastra e do Rio São Francisco. Além das peças produzidas por Nilce e seu marido também são vendidos licores, geleias e o famoso Queijo Canastra Artesanal. A família acompanha a luta pela legalização e valorização do queijo.

“Ver hoje pequenos produtores serem reconhecidos é um orgulho enorme, pois esses queijos são a vida de centenas de produtores e neles são colocados carinho, amor, com simplicidade típica de mineiro, o que emociona!” Nilce conta.

Queijo Artesanal, especialmente o Canastra, para mim é uma obra de arte, carregada de histórias e tradições“, ela completa.

 

Prateleira de queijos Canastra – Vendidos no Baú de Lendas loja 2 em São Roque de Minas

No momento, Nilce trabalha apenas com revenda do queijo Canastra, mas já esta investindo para aprender mais sobre o queijo principalmente as técnicas de cura.

“Hoje trabalhar com Queijo Canastra é a realização de um sonho porque aqui tem muitas lembranças e saudades, também um amor que meu avô passou a meu pai e ele nos transmitiu.” Nilce Santos

 

Contatos:

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Loja em Vargem Bonita:

(37)  3435-1241

Loja em São Roque de Minas:

(37) 3433-1675

WhatsApp (37) 988515143

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Queijo com Prosa

Comerciantes-mapa, Produtores-mapa, Queijo

19 de outubro de 2017

Disseminar e apoiar

 É com esses objetivos que Daniel Martins, sommelier de cervejas e chef de cozinha, vem direcionado seu trabalho para divulgar a produção e a cultura dos queijos artesanais nacionais.

Carioca, passou grande parte da infância e adolescência na pequena cidade de Elói Mendes, em Minas Gerais, nas fazendas e no antigo laticínio da família. Foi a partir daí que começou seu envolvimento com a valorização dos produtos locais.

 

Daniel Martins  Sommelier de Cervejas e Chef Executivo

Com a implantação do Mercosul, o laticínio acabou falindo, mas Daniel não se rendeu. Em Julho de 2015 criou a Queijo com Prosa, buscando resgatar a tradição familiar. Seu objetivo principal é disseminar a importância do apoio à produção dos queijos artesanais brasileiros, realizando eventos gastronômicos, aulas, palestras e harmonizações.  “Sobreviveram apenas as grandes empresas de leite e seus queijos massificados, padronizados e sem gosto. Por um bom tempo os queijos artesanais estiveram sob ameaça de extinção”, conta.

Militante da causa, ao lado da mulher Graziella Martins, realiza um trabalho de curadoria imprescindível na defesa desse patrimônio gastronômico brasileiro, que vive o auge de sua revolução. Além de descobrir novos sabores e ajudar a fomentar as produções locais, participa ativamente de grandes eventos gastronômicos pelo Brasil, contando as histórias por trás de cada garimpo.

Através da Junta Local, um coletivo de pequenos produtores e novos chefs de cozinha, realiza feiras de rua, levando as suas paixões até o consumidor. A Junta foi eleita em 2016, no seu primeiro ano de vida, como o Melhor Evento Gastronômico do Rio, pela Revista Época.

Colunista da Revista Cerveja e integrante da Junta Local, Daniel é formado pelo Instituto Cândido Tostes, considerado um dos melhores centros técnicos lácteo da América do Sul. Atualmente divide seu tempo entre palestras pelo Brasil e o lançamento do primeiro curso de Queijos Artesanais no Rio de Janeiro, dividido em 4 módulos. “Nossa ideia é democratizar o acesso aos queijos artesanais e regionais, fazendo uma verdadeira revolução queijeira brasileira. Os artesanais estão voltando com tudo, e pra ficar”, avisa.

 

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Queijo catauá, de vacas Jersey, em Tiradentes

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20 de setembro de 2017

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Foto: divulgação (Circuito Turístico Trilha dos Inconfidentes)

Feito de leite cru de vacas Jersey, untuoso na boca, envolto em uma rendinha branca, o queijo Catauá conquista os amantes do queijo artesanal brasileiro. À frente, com ideais ecológicos e democráticos, Mariana Resende desponta ao lado do pai na divulgação da queijaria, valorizando o produto no cenário gastronômico nacional sem deixar de lado a luta política

À frente da divulgação do queijo catauá, Mariana Resende promove degustações e eventos culturais em São João del Rey e seu queijo está nos melhores restaurantes de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e Tiradentes. O trabalho na fazenda é dividido ainda entre João Dutra, o pai, na produção e sua esposa Cristina na administração contábil.

À 960 metros de altitude, a fazenda fica em Coronel Xavier Chaves, no Campo das Vertentes, região queijeira reconhecida pela Emater em 2009. Mas a tradição de produzir queijo na família remonta ao período do Brasil colonial, conta João Carlos Dutra, 58 anos: ” Há pelo menos oito gerações nós fazemos queijo, o avô do meu bisavô José Lopes, de São Miguel de Cajuru vivia de vender queijos em São João del Rey, na divisa com Madre de Deus de Minas”.

Quando se formou em agronomia em 1979, em Lavras, João queria assumir a fabricação de queijo na propriedade que é herança da esposa, uma bela fazenda com seus muros de pedras do ciclo do ouro, mas ainda não tinha recursos para investir. Foi em 1996, há vinte anos, que ele decidiu retomar o seu sonho de produzir queijo artesanal. “Eu já sabia como fazer queijo muito antes, pois minha família é descendente dos portugueses de Açores, que trouxeram para cá o gado caracu e faziam o queijo de leite  cru”, reforça ele.

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Foto: divulgação

Fazer queijo preservando o meio ambiente

O gado escolhido por João para trabalhar foi o Jersey: “pensamos em uma forma realista de preservar o meio ambiente, nosso ecossistema é super sensível e o gado jersey causa pequeno estrago ambiental em comparação a outras raças mais pesadas, por causa do peso, uma tem 300 quilos e outras podem passar de 700, e esse impacto é imenso no período das águas”.

As vacas se alimentam das pastagens nativas e são tratada com homeopatia, fitoterapia e com milho não transgênico. As vacas da fazenda do Coqueiro não comem uréia pois, segundo João, “ela obriga o ruminante a transformar um nitrogênio não protéico em proteína, isso acelera muito o metabolismo, com certeza afeta negativamente a qualidade do leite” justifica ele. Somente o uso da ração ainda não permite que a produção seja considerada orgânica, um projeto para o futuro.

A fazenda tem 29 vacas, 24 dando leite para produzir 39 queijos por dia. Outras atividades são porcos para consumo de subsistência, criado com o soro, horta e pomar.

Há doze anos o queijo catauá tem suas instalação adequadas às normas sanitárias, sendo um dos primeiros a ter seu cadastro no IMA. João relembra:

“A gente sofria, e ainda sofre, uma influência psicológica muito grande da vigilância sanitária, temos muito medo, eu entregava meus queijos há vinte anos atrás no mercado de São João del Rey, o comerciante colocava todos os queijos misturados, dessorando juntos, naquele calor, então eu resolvi que queria vender os meus separados, para respeitar a legislação, pois para mim vender queijo de leite de vacas doentes é tão grave quanto assorear nascentes” João Dutra

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Foto: divulgação

Por outro lado, João sugere que deveria haver mais pesquisas para embalagens “porque as pessoas são apaixonadas com o queijo fresco!” Ele completa:

“nós estamos numa região subtropical, a temperatura pode subir acima de 35 graus, manter queijo fresco com soro dentro de um saco plástico, como exige a legislação, cria todas as condições para que haja contaminação. O queijo tem uma microbiota que se estabiliza até o queijo curar, mas fresco é bem delicado de transportar”. João Dutra

Outra escolha motivada pelos limites da legislação foi fazer só um único produto: “imagina a parafernália que eu teria que ter para fazer doces, iogurtes ou ricotas, haveria muito mais dificuldade de lidar com fluxo de leite na nossa queijaria se houvesse uma gama diversificada de produtos” disse João . O queijo mais vendido é entre 21 e 30 dias de cura, os queijos mais novos podem ser comprados diretamente na queijaria. Para as festas de fim de ano, quando o clima já está mais úmido, Mariana tenta deixar entre 200 e 300 queijos maturando por mais de 100 dias, o que resulta em um queijo com zero lactose, segundo uma análise feita no laboratório da veterinária na UFMG. “Mas esse ano não consegui deixar, a demanda foi muito grande” ela conta.

 

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Foto: divulgação

Nome indígena e estética portuguesa

Há seis anos, o registro da marca surgiu como exigência da vigilância sanitária, para o queijo ser melhor identificado no comércio. “Escolhemos Catauá por ser o nome da tribo indígena nativa da região do Campo das Vertentes”, conta Mariana. Seu avô era lingüista e, entre outros doze idiomas, estudava o tupi-guarani. “Ele contava que Catauá era o nome da tribo e o plural era Cataguá, mas quando os portugueses chegaram, fizeram o plural do plural, passando a chama os índios de cataguases”. Então resolvemos adotar o nome catauá para homenagear esses índios da região central de Minas Gerais” detalha Mariana.

A embalagem em rendinha branca reforça a herança portuguesa do modo de fazer o queijo “foi uma inspiração da minha filha Mariana” explica João, orgulhoso. A renda é colocada só no final, junto com o rótulo, no momento de expedição.

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Foto: divulgação

Catauá del Rey

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Foto: divulgação

O catauá é um queijo untuoso, equilibrado no sal, levemente picante e intenso. A casca é bem suave, textura macia e delicada, e possui muitas olhaduras na massa, porque ele não é prensado e sim espremido à mão. Os furos na massa, como uma renda, são importantes para oxigenar e permitir a proliferação das bactérias benéficas no processo de maturação.

Além da peça tradicional, de cerca de 900 gramas, a família fabrica o catauá del Rey, reservado para ocasiões especiais, que cura até um ano. Feito com 25 litros de leite, chega ao final com dois quilos. Os fungos da casca, desenvolvidos naturalmente, não são removidos e o resultado é uma crosta mais firme e branca. Harmoniza à perfeição com cachaça, vinho branco ou cervejas suaves.

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Foto: divulgação

Mariana explica que o queijo é um só, mas em três estágios diferentes de cura são três sabores muito diferentes. “O muito curado fica próximo do parmesão, um sabor muito acentuado, isso com uma cachacinha é maravilhoso” ela conta sorrindo.

Projetos para o futuro

João Dutra fica feliz de ver que Mariana assume com firmeza os novos rumos da queijaria e se engaja para extender o programa social do queijo minas artesanal para as pequenas famílias da agricultura familiar. “Espero que a gente possa continuar sendo uma inspiração para os queijeiros mineiros, com responsabilidade social e preservação” ressalta João. Mariana concorda: ” a tradição do queijo não vai acabar, são milhares de famílias no Brasil, independente do cartel dos grandes laticínios e das políticas sanitaristas atuais, o projeto do queijo artesanal é muito importante, é meu projeto pessoal, vamos lutar por ele!” ela se entusiasma “Tudo na mesa do mineiro tem queijo, de manhã de tarde e de noite, a gente não vive sem queijo”.

Onde comprar

Lista dos pontos de venda

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