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Sindicato dos Produtores de Serro

O Queijo do Serro é fabricado em 11 municípios da região da Serra do Espinhaço em Minas Gerais: Serro, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Alvorada de Minas, Sabinópolis, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Coluna, Serra Azul de Minas e Santo Antônio do Itambé. São aproximadamente 760 produtores de queijo de leite. 150 cadastrados no IMA.

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O Sindicato dos Produtores de Serro conta hoje com 250 associados, que recebem treinamento através do Senar, entidade que promove também a valorização do queijo artesanal do Serro. O sindicato trabalha como parceiro da Associação dos Produtores Artesanais do Queijo Serro – APAQS e da Cooperativa. Essa última comercializa o queijo artesanal de leite cru e industrializa (pasteurizando) 30.000 litros por dia de leite, que são transformados em diversos tipos de queijos distribuídos em todo Brasil. A cooperativa possui uma loja no Ceasa para a grande distribuição.

O Sebrae, em parceria com a UFV, Apaqs e Sindicado, realizou um diagnóstico para identificar, cadastrar e geo referenciar o maior número possível de produtores de Queijo Minas Artesanal (QMA) da Região do Serro. Os contemplados foram os que estavam comercializando queijo no período da realização da pesquisa de campo, que ocorreu entre julho de 2013 e abril de 2014. Os objetivos da pesquisa foram levantar e sistematizar informações referentes à dinâmica da produção e comercialização do queijo de leite cru da Região do Serro e possibilitar o acesso dessas informações visando o planejamento de ações para o desenvolvimento regional.

Diagnóstico dos Produtores de Queijo Minas Artesanal da Região do Serro de Sertãobras

As informações acima estão apresentadas de forma agrupada para manter o sigilo dos dados individualizados.
Utilização de base de dados livre – Sistema TerraView (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE).

Resultados: um enorme potencial queijeiro

O número de produtores cadastrados na atividade foi bem abaixo do esperado, 756 propriedades, em contraste com estimativas não oficiais anteriores que sugeriam até 6 mil produtores. “Eu sinto que muitos agricultores estão deixando de fazer queijo porque realmente, se for para seguir as regras sanitárias, não é um atividade fácil. Mas acredito que existem ainda outros produtores que não quiseram ou não tiveram oportunidade de participar da pesquisa”, explica Roberto de Castro Teixeira, presidente do sindicato. Estes 756 produzem uma média de 10 mil peças por dia, sendo que só no município do Serro são em torno de 2.100 peças, maior concentração da região em termos de volume.

O maior número de produtores se encontra no município de Rio Vermelho (151 produtores). O campeão de vendas é o meia cura (64%) seguido do queijo fresco (34%). O escoamento da produção é feito majoritariamente por queijeiros (58%) e 26,7% é de vendas local e regional.  A média diária de produção de leite é de 110 litros de leite por propriedade, em torno de seis litros por dia por vaca.

Tendo em vista que a geração de renda da atividade do queijo artesanal é abaixo dos três salários mínimos para 34% e até um salário mínimo para 29% dos produtores, é razoável concluir que a região deve muito ainda trabalhar para a valorização da produção artesanal, formando os produtores e investindo em novas ações para agregar valor ao produto. Apenas 1% dos produtores maturam os queijos acima de 11 dias e mais da metade não seguem as “Boas Práticas” de fabricação ditadas pelo IMA, mas sim as “Boas práticas” que herdaram de seus antepassados. Sem dúvidas, existe um enorme potencial de crescimento, é nessas boas práticas que devemos confiar.

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